SUPERAÇÃO - Atleta sonha com vaga nos Jogos Paraolímpicos
Adenilson Oliveira Vicente, judoca da equipe Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (Ilitc)/FEL, pratica a modalidade há apenas três anos. Tempo suficiente para sonhar alto: ele busca uma vaga nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
No que depender dos resultados, Vicente pode realmente sonhar. Há nove dias, ele conquistou a medalha de prata na categoria meio-pesado (- 100 kg) no Grand Prix, disputado em São Paulo.
O atleta, que mora em Jandaia do Sul (Norte) mas treina e representa a equipe de Londrina, é mais um personagem de superação através do esporte. Depois de um acidente automobilístico em 1998, no qual perdeu a visão nos dois olhos, a vida dele mudou bastante. E foi no esporte que ele encontrou forças para se recuperar.
A história esportiva de Vicente teve início em 2002, no goalball, modalidade esportiva coletiva desenvolvida para pessoas com deficiência visual. Em três anos, ele já estava defendendo a seleção brasileira no Campeonato Pan-Americano. Dois anos mais tarde, fez parte do time que ficou em quarto no Mundial, realizado em São Paulo.
Vicente ainda pratica o goalball, mas sua prioridade é outra: o judô. "Ainda pratico as três, mas estou me dedicando mais ao judô. Até por conta da idade, pois como o goalball é um esporte coletivo a seleção está dando preferência aos atletas mais jovens. E no judô dependo só de mim para conquistar meus objetivos", comenta o atleta, que também pratica atletismo.
Surgiram na Inglaterra e nos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, muito em função de inúmeros ex-combatentes terem perdido membros ou audição enquanto lutavam
Desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual, os jogadores têm que arremessar no gol uma bola que possui um guizo no seu interior que emite sons para que os jogadores saibam a sua direção
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





