Disputado pela 43 vez na história - a primeira foi em 1967 -, o Super Bowl, como é chamado o jogo que decide a liga de futebol americano dos Estados Unidos (NFL), coloca frente-a-frente, às 21 horas (de Brasília), as equipes do Arizona Cardinals e Pittsburgh Steelers. Realizado este ano na cidade de Tampa, o jogo é considerado o maior evento esportivo norte-americano, superando outras competições tradicionais como as 500 Milhas de Indianápolis, da IRL; as 400 Milhas de Daytona, da Nascar; e as finais das ligas de beisebol e basquete, que figuram entre os esportes mais populares no país.
Se o público local não passará da capacidade máxima do estádio (72,5 mil pessoas), os organizadores estimam que mais de 150 milhões de pessoas acompanharão a transmissão da partida pela televisão, com direito a show de Bruce Springsteen no intervalo. Entre elas, com certeza estarão muito brasileiros, que demonstram cada vez mais interesse pelo esporte.
A final de hoje à noite opõe, como costuma ocorrer, uma equipe que tem como principal trunfo a força defensiva - o Steelers - e outra que busca mais o ataque - o Cardinals. É por esta diferença fundamental (e pelo fato de o time do Arizona ter vencido nove e perdido sete partidas na temporada regular) que a equipe de Pittsburgh é considerada favorita.
''Estou torcendo para o Cardinals, mas acho que quem ganha é o Steeelers, porque normalmente quem tem a melhor defesa acaba levando a melhor'', destaca Márcio Alves, presidente e jogador do Curitiba Brown Spiders, equipe que no ano passado realizou com o também curitibano Barigui Crocodiles a primeira partida de futebol americano com equipamento de proteção completo disputada no Brasil. Conta a favor do Steelers também o fato de a equipe ser dona de cinco títulos (divide a liderança no número de conquistas com o San Francisco 49ers e o Dallas Cowboys), o último deles em 2006, enquanto o Cardinals estreia na decisão.
Para torcer pela zebra, os integrantes do Brown Spiders, equipe que tem se destacado no ainda incipiente futebol americano paranaense, se reunirão para acompanhar o Super Bowl. ''Só não sabemos se vamos fazer uma festa igual à que é feita nos Estados Unidos, em que cada um leva comidas e bebidas, na casa de alguém ou se vamos nos reunir em um bar'', complementa Alves. Os rivais do Crocodiles também programaram um encontro em um bar da cidade para assistir à decisão. E como em toda rivalidade, ainda que nascente, cada equipe estará em seu canto.

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