Santos - A expulsão de Neymar contra a Ponte Preta, na derrota do último domingo em Campinas, pode se transformar em uma dor de cabeça com efeito duradouro para o Santos. Na súmula da partida, válida pela oitava rodada do Paulistão, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira relatou agressão com "chute" e "tapas" do astro santista contra o lateral-direito Artur, que também recebeu cartão vermelho.
O fato pode resultar em uma possível denúncia da procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP). Além de cumprir suspensão automática contra o XV de Piracicaba, domingo, na Vila Belmiro, Neymar pode pegar uma suspensão maior se for condenado por agressão e, nesse caso, ficaria fora também do clássico contra o Corinthians, marcado para 3 de março. A punição máxima nesse tipo de caso é de 12 jogos.
"Expulsei aos 47 minutos de jogo o jogador de nº 11 da equipe do Santos FC, sr. Neymar da Silva Santos Jr., por haver, após a marcação de uma falta contra sua equipe, desferido um chute entre as pernas de seu adversário de nº 2, sr. José Artur Barbosa de Oliveira", diz o relato do árbitro, que ainda aponta o jogador do Santos como o responsável pelo início da confusão.
O árbitro relata também o momento em que o lateral da Ponte Preta segura o rosto de Neymar com a mão. "Cumpre-me informar que, após ser segurado pelo rosto, o referido jogador defere dois tapas no braço deste adversário. Antes de deixar o campo de jogo o jogador referido retira a sua camisa", escreveu Luiz Flávio de Oliveira.
Foi a primeira expulsão de Neymar na temporada e a quinta em sua carreira. A última havia sido no Campeonato Brasileiro do ano passado, na partida contra o Grêmio, após confusão com o lateral-direito Pará - curiosamente, seu antigo companheiro no Santos.
"Chatice"
Em todas as ocasiões, o astro santista considerou as expulsões injustas. E no domingo não foi diferente. "Nem eu nem o Artur tínhamos de ser expulsos. O futebol está ficando chato demais para quem está jogando, quem está assistindo e quem está transmitindo", disse Neymar, ainda na saída do jogo.
O vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, enxergou na expulsão uma demonstração de autoridade do árbitro e considerou um lance normal. "O cartão amarelo teria sido suficiente. Como o jogo estava quente, o árbitro usou o lance para mostrar que estava no controle da partida. Foi uma demonstração de comando", afirmou o dirigente.

mockup