''Sumô para mim é um conceito de vida. Em tudo que acredito está dentro dele porque trafega por educação, bons hábitos, preparo mental e físico''. Seu significado para Caio Joaquim Gomes resume a prática deste tradicional esporte japonês. Bicampeão brasileiro na categoria adulto peso médio (entre 85 e 115 quilos), a nova meta do sumotori é ganhar o tri e de quebra garantir uma vaga no Mundial do Egito em 2010. O 49º Campeonato Brasileiro de Sumô acontecerá entre os dias 25 e 26 de julho, na cidade de Suzano, em São Paulo.
Além de atleta, Gomes é professor de educação física e técnico da equipe Yamá (que em japonês significa montanha), composta por 60 competidores. Segundo ele, dos 19 títulos disputados no último torneio, 17 ficaram nas mãos dos londrinenses. ''A ideia neste ano é trazer pelo menos 20, uma vez que vai aumentar para 24 o número de títulos em disputa (no Brasileiro)'', aposta confiante, lembrando que os treinos estão consumindo mais de 24 horas divididas em cinco vezes na semana.
Cassiano Joaquim Gomes, presidente da Associação Kaikô de Artes Marciais, lamenta que a sequência deste trabalho está comprometida devido ao processo de sucessão do executivo municipal. Ele relata que a nova administração, encabeçada pelo prefeito Barbosa Neto, ainda não definiu a continuidade do patrocínio da Sercomtel destinado ao projeto ''Lutando para Ensinar'', ligado a Kaikô. ''Há três anos a empresa repassa uma ajuda de R$ 15 mil anuais, mas para 2009 nada foi definido'', reclama.
Esse é o foco da preocupação do presidente da Kaikô, afinal o Brasileiro começa em pouco mais de 30 dias e ainda faltam R$ 4 mil para viabilizar a viagem de sua numerosa equipe para São Paulo. ''Fizemos promoções como bingos, rifas e pizzas, mas ainda falta dinheiro'', desabafa, pedindo apoio da comunidade para conseguir levar os atletas até São Paulo no final do próximo mês. ''Nosso projeto tem objetivo social, por isso a maioria dos nossos lutadores são de origem carente'', completa.
Dentre os que podem ficar de fora do torneio, a atleta mirim Monique Roberta Lopes treina com esperança de faturar seu primeiro título. O nervosismo e inexperiência tiraram dela o primeiro lugar duas vezes. A menina de apenas 12 anos atribui a ''emoção na hora de decidir'' como fator que tem atrapalhado seu triunfo. Monique define treinar e disputar campeonatos de sumô como a razão da sua vida. ''Eu prefiro estar aqui, porque se não estivesse no sumô estaria na rua'', arremata.

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