Sumô realiza seu primeiro campeonato
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sábado, 11 de maio de 2002
Guilherme Gouveia <br>Reportagem Local 
Escondidos dos holofotes da fama, 45 lutadores se dedicam a um arte marcial muito tradicional e popular no Japão, mas ainda pouco conhecida e praticada no País: o sumô.
O Centro de Estudos de Artes Marciais Kaiko promove hoje, às 9 horas, na Central Rubiácea (BR 369 saída para Ibiporã, ao lado do Ceasa), o primeiro Campeonato de Sumô de Londrina, que receberá ainda lutadores de Assaí e Uraí, maiores colônias japonesas do Estado.
Apesar da origem nipônica, poucos descendentes da terra do sol nascente integram a equipe londrinense de sumô. Nosso alunos são quase todos brasileiros. Acredito que os descendentes se distanciaram um pouco da tradição e sofreram a influência da cultura brasileira. Há também um pouco de receio em usar o mawashi nas lutas, explicou o instrutor da Academia Yama, Cássio Joaquim Gomes, 45 anos, há mais de 20 se dedicando à arte milenar, que foi popularizada no Japão no século 17.
O mawashi, traje típico do sumô a tradição de luta exige que o traje seja a única vestimenta da luta inibe um pouco a adesão de praticantes. Na nossa academia, a grande maioria do alunos usa uma bermuda por baixo do mawashi, evitando qualquer tipo de constrangimento, ensinou.
O instrutor a filosofia da luta ensina que todos são iguais, inexistindo o conceito de mestre ou diferenciação de faixas, no sumô só existe a branca adiantou que o Comitê Olímpico Internacional (COI) estuda a possibilidade de incluir a arte nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Aqui em Londrina temos atletas de ponta, que podem representar muito bem o País em uma Olimpíada. Dois pesos-pesados nosso, o Tedi Barbirato e o Roberto Fuko, já participam do campeonato mundial juvenil no Japão. Eles são lutadores muito experientes, exemplificou.
A Academia Yama, única do Estado a possuir equipe feminina, já conquistou expressivos resultados no Campeonato Brasileiro de Sumô de 2001, realizado em São Paulo. As meninas, sem adversários no Paraná, ficaram em terceiro lugar na categoria peso-médio (até 86 quilos) individual, com Clauidia Sales, e terminaram na mesma posição na peso-pesado (acima de 115 quilos), com Sisneida Aparecida de Paula. No masculino, a equipe adulta enfrentou lutadores de São Paulo e Rio Grande do Sul, grandes forças do sumô brasileiro, e foi desclassificada das finais. Nas categorias mirim e juvenil, a academia terminou na terceira posição.


