Londrina estará em peso no Campeonato Brasileiro de Sumô, que acontece no próximo final de semana, em Atibaia, no interior paulista. Mas não pelo tamanho da massa corporal de seus atletas e sim pela quantidade de competidores, já que a delegação londrinense vai levar 42 lutadores, o maior grupo já levado para o campeonato.
A 42 edição do Campeonato Brasileiro vai reunir cerca de 500 atletas. E, de acordo com o presidente da Associação Londrinense de Sumô, Jackson Romeu Ariukudo, o município tem boas chances de conseguir um bom resultado, já que ficou na quinta colocação por equipes no último certame. ''Além disso, temos em nossa equipe Ted Vitor Barbirato, terceiro colocado no último mundial, e Roberto Fugo, que conquistou o vice mundial em 2000 e 2001. Eles têm grande chances de garantir medalhas neste Brasileiro'', apostou Ariukudo, que também compete e é professor de sumô.
Uma das coisas que chama a atenção para o grupo que atualmente treina na Associação está na ausência dos olhos puxados e até mesmo dos lutadores com uma avantajada massa corporal, característica da categoria profissional de sumô no Japão. Engana-se quem pensa que somente os orientais, e só os tradicionais, é que praticam a mais popular modalidade esportiva japonesa. É só dar uma olhada na equipe londrinense para perceber que a arte marcial também interessa bastante a comunidade brasileira. ''A maior parte de nosso grupo não é de descendentes de japoneses. Muitos já lutam outras artes marciais e vêm por curiosidade para aprender mais uma'', disse Ariukudo.
Como as competições de vale-tudo continuam pipocando pelo país, muitos lutadores aproveitam para aprender mais uma arte marcial para aprimorar as técnicas de combate. ''Assim como qualquer arte marcial, o sumô exige muita disciplina, concentração, persistência e uma boa preparação física'', explicou Ariukudo. E, entre um combate e outro, os atletas que treinam na Associação também aproveitam para fazer um intercâmbio cultural. ''Após os treinos aproveitamos para fazer uma confraternização com o objetivo de difundir a história e nossa cultura oriental'', completou o professor, ao som de fundo de uma tradicional música japonesa cantada por um vocal feminino.

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