SUMÔ - Mulheres rivalizam no dohiô
A rivalidade ficou de fora do dohiô e a descontração marcou o 1º Campeonato Feminino de Sumô realizado em Londrina, domingo, com a participação de atletas da cidade, de São Paulo e também uma de Porto Alegre. O evento ocorreu na Academia Kaiko, área central de Londrina, onde o esporte é praticado por 29 atletas. No estado, Londrina é o único núcleo feminino de sumô. A competição contou com a presença de um grande público, que delirava com cada queda das sumotoris (lutadoras). Mais experientes, as paulistas dominaram o campeonato. O destaque foi Sanusa Chagas, que compete pela equipe Nova Central, de São Paulo, e faturou o título nas categorias pesado e absoluto. Uma curiosidade é que ela era mais magra que a maioria das concorrentes. O segredo de suas vitórias é que Sanusa também é judoca há 16 anos. Quem marcou presença foi a da vice-campeã brasileira no peso pesado, Evelise Rodrigues, 36 anos, que mora em São Leopoldo (RS) e compete em Porto Alegre. Como é também terceira melhor do País na categoria absoluto (onde lutam todas, independente do peso), a gaúcha foi convocada para a seleção brasileira permanente que disputaria o Mundial Feminino de 2005, mas não viajou por falta de verba.
A arena de luta é coberta por um telhado que tem o caráter religioso de proteger o sumotori, além de oferecer boa colheita e prosperidade à comunidade.
Nascido no Japão, lá ainda é luta exclusiva para homens. No resto do mundo é aberto às mulheres. O sumô feminino é praticado em Londrina há cinco anos, por mulheres de 4 a 37 anos. Nenhuma delas é descendente de japoneses.
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