No Japão, eles vivem como verdadeiras estrelas. Os sumotoris estão para os japoneses assim como os jogadores de futebol estão para os brasileiros. São ídolos, contam com apoio irrestrito do governo, têm inúmeros patrocinadores, lutas transmitidas em TV, ao vivo, para todo o país, e os eventos contam sempre com ginásios lotados.
Do outro lado do mundo, no Brasil, os adeptos do esporte mais popular japonês vivem uma realidade bem diferente. No país que reúne a maior colônia japonesa fora do próprio Japão, os sumotoris ainda buscam reconhecimento e sofrem sem o mínimo apoio de patrocinadores. Mas pelo menos por alguns dias dois sumotoris da Associação Kaiko, de Londrina, sentiram na pele o que vivem seus ídolos japoneses.
Foi na disputa dos Jogos Mundiais de Esportes não-olímpicos, realizado em Cali, na Colômbia. Cássio Gomes, o Júnior, e Janaína Fernanda da Silva, que terminou como vice-campeã, ficaram impressionados com o tratamento que os colombianos deram à seleção brasileira de sumô. "Foi uma experiência bem diferente, que a gente nunca imaginava que ia passar um dia. A gente não conseguia andar na rua, demos muitos autógrafos, coisa que eu nunca tinha feito na minha vida. Era algo fora do normal, vivemos dias de Ronaldinho", descreve o sumotori.
Para Júnior, o assédio se explica pela novidade. "Era a primeira vez que tinha um campeonato de sumô na Colômbia, então era uma coisa nova para eles ver aqueles atletas, ‘todos gigantes’, andando nas ruas e eles (colombianos) são pequenos. E tem também essa tradição do sumô, de grandiosidade, de status", falou o lutador.

Luta de competição japonesa em que dois atletas competem num ringue circular onde o primeiro a tocar o chão com qualquer parte do corpo (exceto os pés) ou pisar fora do ringue perde a luta

Substantivo masculino que significa posição social; lugar ocupado por uma pessoa na sociedade; prestígio, renome, consideração

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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