Zurique - Suspenso por seis anos como resultado de uma investigação do Comitê de Ética da Fifa que apurou irregularidades envolvendo os países que se candidataram a sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022, o sul-coreano Chung Mong-Joon acusa a entidade de ter "sabotado" a sua candidatura à presidência do organismo que controla o futebol mundial, cuja próxima eleição está marcada para 26 de fevereiro de 2016.
Magnata da Hyundai e um dos ex-vice-presidentes da Fifa, Mong-Joon divulgou ontem um comunicado no qual diz que o Comitê de Ética da entidade ainda não apresentou razões por escrito para justificar a punição anunciada há duas semanas, sendo que o dirigente fracassou em sua tentativa de obter uma liminar em um tribunal de Zurique para suspender a decisão que o baniu do futebol por seis anos.
Com o apoio de Mong-Joon, a Coreia do Sul foi uma das candidatas a abrigar o Mundial de 2022, em disputa que acabou sendo vencida pelo Catar. Entre as irregularidades investigadas pela Fifa no processo de candidatura estava o pagamento de subornos. O sul-coreano, porém, aponta que a Fifa ainda não conseguiu sequer fundamentar a punição aplicada a ele. "A Fifa continua a sabotar minha candidatura à presidência", afirmou Mong-Joon. (A.E.)

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