Se a ida de Molico/Nestlé e Rexona-Ades à decisão do Sul-Americano feminino de vôlei era mais do que óbvia, o favoritismo na partida era incerto. Porém, atuando na casa das rivais, o Rexona-Ades mostrou por que é o atual líder da Superliga e aplicou categóricos 3 sets a 1, garantindo o título da competição continental.
- Erramos muito no início, foi desastroso. Mas, pelo histórico do nosso time, de tantos anos juntas e tantas conquistas, era impossível não acreditar que poderíamos virar. Conseguimos o título e a vaga para o Mundial dentro de Osasco - afirmou a líbero do Rexona, Fabi.
Para atingir o resultado, porém, a equipe teve de suar. No primeiro set as cariocas foram completamente dominadas pelas paulistas, saindo derrotadas por 25 a 15. Na volta para o segundo, porém...
O Rexona começou a abrir vantagem no placar, que chegou a até cinco pontos (19 a 14), deixou as rivais encostarem, mas, com muita experiência, fechou o set em 25 a 21.
Daí em diante, as cariocas mostraram a que vieram. A cada liderança do time de Osasco, a torcida que lotou o Ginásio José Liberatti (SP) vibrava intensamente. Mas o Rexona não deixava o comando escapar.
Em um set com muitas alternâncias no placar, melhor para as cariocas, que fecharam em 25 a 22.
Já na última parcial, um verdadeiro passeio.O Rexona abriu 10 a 2, com extrema facilidade, ampliando depois para 14 a 4. As cariocas "afrouxaram" um pouco depois de abrirem grande vantagem e deixaram o Molico diminuir a distância, mas já era tarde: 25 a 14 ao Rexona.
- Elas jogaram bem, mas erramos muito. Isso não pode acontecer. É complicado virar a página neste domingo, mas, na reapresentação, precisamos entrar com outra cabeça. Temos a Superliga pela frente. Queremos muito ganhar, porque faz tempo que o clube não vence - disse Dani Lins, levantadora do Molico/Nestlé.
Com o bicampeonato continental, a equipe carioca, comandada por Bernardinho garantiu vaga para o Mundial, disputado de 5 a 10 de maio, em Zurique, na Suíça.
- Começamos mal, mas mostramos lucidez para voltar. Conseguimos vaga para o Mundial e vamos tentar o título, mas o pensamento já está na Superliga - disse Bernardo.
Desde 1997, as equipes se enfrentaram 71 vezes, com 39 vitórias para as cariocas e 32 para as paulistas. Uma rivalidade histórica no vôlei.

Imagem ilustrativa da imagem SUL-AMERICANO DE VÔLEI - Nos vemos no Mundial!



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