Sul-africanos fazem festa para seleção
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Luiz Antônio Prósperi<br> Agência Estado 
Bloemfontein - O primeiro treino da seleção brasileira na África do Sul, ontem, foi realizado no acanhado Seisa Ramabodu, um estádio para não mais que dez mil pessoas, erguido no bairro pobre de Mangaung, em Bloemfontein. De repente, uma multidão apareceu nas arquibancadas, todos ávidos para ver de perto dos astros do Brasil - num gesto de boas-vindas, a CBF abriu o treinamento para o público.
Foram pouco mais de 1.500 torcedores. Eles se concentraram atrás de um dos gols e deram início a um show que poucos brasileiros conheciam. Percebendo que a festa e a alegria tomavam conta das arquibancadas, os fotógrafos, câmeras e cerca de 60 jornalistas do Brasil, África e Europa que acompanhavam o treino ficaram de costas para o campo em que a seleção treinava para ver e sentir do perto o entusiasmo da torcida sul-africana.
Assim, o treino da seleção brasileira acabou ficando em segundo plano. Mesmo porque, foi apenas um trabalho leve, para que os jogadores não ficassem parados depois da desgastante viagem de Recife para Bloemfontein, que foi realizada no dia anterior. Enquanto os titulares correram em volta do campo, os reservas participaram de um rachão e ainda fizeram um treinamento específico de finalização.
Laterais
A situação de Kléber na seleção brasileira não é das mais confortáveis. O jogador do Internacional corre o sério risco de perder a posição de titular ainda na Copa das Confederações - o corintiano André Santos entraria no time. O técnico Dunga não revela, mas considera aberta a vaga na lateral-esquerda. Na outra lateral, a vez é de Daniel Alves, que conquistou seu espaço nos últimos dois jogos, deixando Maicon na reserva.
A decepção de Dunga por Kléber ficou latente após a goleada do Brasil para cima do Uruguai, no sábado passado, em Montevidéu. Naquela partida, o lateral não se impôs e foi cobrado nos vestiários do Estádio Centenário. Em Recife, a mesma coisa: ele sofreu forte pressão dos paraguaios, que optaram por atacar o Brasil no setor esquerdo, e novamente não agradou.
Na lateral-direita, Daniel Alves tomou conta da posição. Nos últimos dois jogos, ele se destacou não só no apoio ao ataque como na marcação. Ontem, deixou bem claro que não perde tempo. ''Estou fazendo o meu papel. Entrei nos dois jogos e tenho certeza de que fui útil ao time. Quem resolve se eu permaneço ou não é o nosso treinador. Sou um profissional, se ele me tirar vou acatar normalmente'', disse.
''Quem recebe a chance tem de aproveitar, não pode deixar passar'', avisou Dunga. ''Nós, da comissão técnica, somos coerentes. Se o jogador entra no time, vai bem, para que mudar?''


