Agência Estado
De Sidney, Austrália
Sete recordes mundiais em cinco semanas. A sul-africana Penny Heyns, que ontem melhorou sua marca nos 200 metros, peito, nos Jogos Pan-Pacíficos, em Sidney (Austrália), garantiu que estaria nadando tão bem mesmo se não usasse a creatina, suplemento alimentar considerado legal pelas autoridades esportivas.
Penny explicou que quer, na verdade, competir com seu potencial máximo, o que requer, por exemplo, um cuidado melhor com o lado nutricional. ‘‘Muitos atletas passam mal com a creatina porque as doses são diferentes’’, justifica. ‘‘Você não pode receber uma dose muito alta.’’ Para o Comitê Olímpico Internacional (COI), a creatina é um alimento que ajuda a aumentar os músculos, mas é diferente dos anabolizantes.
Ontem, na final dos 200 metros, peito, Penny ganhou a medalha de ouro com um tempo de 2m23s64, superando o próprio recorde, obtido no dia anterior (2m24s42). É a quarta melhor marca do mundo para a prova que a sul-africana consegue nas últimas cinco semanas. Nos 100 metros, peito, foram outros três recordes mundiais, o último também nos Pan-Pacíficos.
‘‘Estou excitada’’, comemorou a atleta. A exemplo do australiano Ian Thorpe, Penny conseguiu o terceiro recorde mundial individual nos Pan-Pacíficos, em apenas uma semana. Thorpe ainda abocanhou um quarto, por equipe. Na quinta-feira, após o recorde nas semifinais, a sul-africana, de 24 anos, contara que, cansada e desmotivada, pensou em abandonar a natação, mas mudou de idéia.
Nascido na Ucrânia, mas naturalizado norte-americano, Lenny Krayzelburg é outro destaque na competição. Ontem, conseguiu seu segundo recorde mundial, nos 200 metros, costas, com um tempo de 1m55s87, superando a marca do espanhol Martin Zubero, obtida havia oito anos, no Alabama (Estados Unidos) – 1m56s57.

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