Sugawara estréia no Santos e agrada
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sábado, 15 de maio de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, 16 (AE) - O volante japonês Sugawara, de 22 anos, teve hoje sua grande oportunidade na Vila Belmiro. Ele foi chamado por Leão no intervalo de Santos e Mogi Mirim e recebeu uma função bem específica: marcar Luiz Mário e ficar mais preso na defesa para permitir o avanço dos laterais Anderson e Gustavo. E Sugawara cumpriu bem seu papel, revelando-se uma agradável surpresa para a torcida e entrando na disputa da posição com Marcos Bazílio pela vaga aberta pela contusão do titular Marcos Assunção. Num lance curioso, o atleta japonês acabou a partida como capitão do time. É que, ao ser substituído, Jorginho jogou a braçadeira para Narciso, que estava distante. Sugawara, no meio do caminho, pegou-a e colocou no braço. "Narciso estava longe"
comentou o jogador, num português razoável. Perguntado por que não entregou a faixa depois, respondeu: "aí tive que me concentrar na partida".
Se agradou e surpreendeu os torcedores, Leão revela que já esperava isso. "Ele entrou maravilhosamente bem porque sabe jogar futebol", disse o treinador, que fez grandes elogios ao jogador, com quem havia trabalhado no Japão, no Verdy, em 97. "O Sugawara deu um banho de bola, marcou o Luiz Mário, que foi substituído, depois fez a marcação em Jackson, que também saiu, bateu de meia distância e ganhou todas as bolas, com aproveitamento de 100%". Mesmo com essa opinião, o treinador não revelou se ele será mantido na equipe no clássico contra o Corinthians, previsto para domingo. Gols perdidos - Viola deixou o campo lamentando que a bola quase nunca tenha chegado até a ele e, sem citar Alessandro, disparou uma crítica ao colega de ataque: "o time tem 11 jogadores para fazer gols para o Santos e não para si próprio". Alessandro soube e não quis alimentar a polêmica: "o Viola devia estar nervoso porque não foi bem na partida", limitou-se a dizer. Alessandro lamentou os gols perdidos. "Não é por força de vontade ou de treinamento, mas, infelizmente, os gols não saíram".
O técnico Leão também não gostou de ver seu time perdendo tantas chances: "com essa sucessão de gols perdidos cara a cara
fica difícil", disse. Ele comentou também que a equipe tem criado oportunidades, como as três bolas na trave. "Se fizéssemos metade dos gols, todo problema estaria resolvido". Quanto a Alessandro, disse que "se ele fizesse os gols que tem perdido, seria o artilheiro com 25 gols na frente".
E leão não gostou também da atuação do juiz Vladimir Vassoler. Ele ouviu comentários de jogadores e de jornalistas que a bola havia batido em duas oportunidade na mão de jogadores do Mogi dentro da área e não foi marcado pênalti. "Esse rapaz deve continuar mesmo apitando os jogos dos aspirantes".


