Indianápolis - Hélio Castroneves, o pole position das 500 Milhas de Indianápolis, sofreu ontem sua primeira derrota no circuito, mas a responsabilidade foi da equipe Penske. Ele foi até a final do concurso de pit stops, mas perdeu para a Cheever, com o piloto Buddy Rice. A troca dos quatro pneus do carro de Helinho levou 9s1, enquanto a de Rice foi feita em 8s8.
Antes, no Carburation Day, uma espécie de warmup da corrida de domingo, o sueco Kenny Brack só deu seis voltas, mas foi o mais rápido com a média de 367,989 km/h. E Gil de Ferran o melhor brasileiro, terminando com a terceira melhor média: 366,549 km/h. Desde que os treinos oficiais começaram, no princípio do mês, a velocidade mais alta foi a de Scott Dixon, dia 10 de maio, que alcançou 375,276 km/h, com um Panoz G-Force/Toyota, da Chip Ganassi.
Para chegar à final da disputa de pits, a equipe de Helinho entrou direto na segunda fase privilégio concedido ao pole position e derrotou a Rahal (com Kenny Brack) e a Andretti-Green (com Tony Kanaan). A equipe de Buddy Rice ganhou US$ 30 mil pela vitória e a de Helinho, US$ 15 mil.
Indianápolis iniciou bem a semana da 87 edição das 500 Milhas, depois de permanecer fechada desde segunda-feira. Ontem, cerca de 70 mil pessoas passaram pelo circuito, visitando o museu, estandes de corridas virtuais e acompanhando o Carburation Day e a competição de pit stops. No domingo, a previsão é que cerca de 350 mil pessoas assistirão à corrida, incluindo dois convidados especiais: os ex-presidentes George Bush e Bill Clinton.
No Carburation Day, os pilotos não se arriscam. O treino serve mais como um shake down do carro para testar seu funcionamento. Helinho deu apenas oito voltas, Gil completou 12 voltas, Felipe Giaffone deu seis e Tony Kanaan foi o brasileiro que andou mais: 20 voltas.
''O carro está perfeito. Dei apenas algumas voltas e não senti nenhum problema. Estou satisfeito porque a temperatura está mais amena e deverá permanencer assim até o domingo'', disse Helinho. Na verdade, no domingo, a previsão é que uma chuva rápida poderá cair no circuito, talvez atrasando o início ou interrompendo a corrida por algum tempo.
Hoje e amanhã, a pista estará fechada outra vez mas as equipes continuarão trabalhando normalmente nos carros. Os pilotos terão uma série de atividades na cidade, participando de programas de televisão, um desfile em carros históricos no centro da cidade além de promoções para entidades beneficentes, marca tradicional da história da corrida que é disputada desde 1911.
Gil de Ferran, o melhor brasileiro no Carburation Day, também está satisfeito com o trabalho que a equipe Penske no acerto de seu Panoz G-Force/Toyota. ''Agora é esperar a corrida. O que tinha que ser feito já foi feito.''

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