Sucessão na FEL seguirá critérios políticos
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Enquanto o prefeito Nedson Micheleti (PT) aguarda o fim do 2º turno das eleições para anunciar o novo presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), alguns nomes começam a ganhar visibilidade como possíveis sucessores de Marcelo Paulino de Oliveira.
Ontem a Folha apurou junto a algumas fontes ligadas ao prefeito que a decisão deve mesmo ser tomada segundo critérios políticos. A escolha de uma pessoa que tenha capacidade administrativa, mas desvinculada de grupos políticos, está descartada, segundo as mesmas fontes. A decisão faria parte da estratégia do staff de Micheleti, que já estaria costurando acordos visando as eleições municipais de 2004.
O vereador Beto Scaff (PDT), nome que ganhou força nos últimos dias, em razão de sua luta contra a extinção da FEL, negou que tenha se oferecido para presidir a autarquia, mas não descarta a possibilidade se realmente receber o convite. ''Nesse caso temos que sentar e avaliar o que é melhor para o esporte da cidade. Por enquanto, fico feliz com o reconhecimento e o opoio que tenho recebido da comunidade esportiva'', esquivou-se.
Scaff não acredita que sua ligação com o presidente municipal do PDT, Barbosa Neto, recém-eleito deputado estadual, prejudique seu nome na corrida pela sucessão. ''Isso quem tem que avaliar é o Nedson. Só acho que essa decisão deve ser tomada levando em conta os interesses do esporte, que na minha opinião não pode ser usado como palanque eleitoral'', disparou o vereador, gestor do Londrina Vôlei Clube.
O vereador defende a permanência do presidente interino da FEL, Adalberto Pereira da Silva, nomeado depois da exoneração de Paulino, até o fim do ano para dar estabilidade aos projetos da Lei de Incentivo ao Esporte Amador. ''No próximo mês já será publicado o edital. É preciso tranquilidade para não atrapalhar a aprovação dos projetos'', avaliou.
O presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), rechaçou ontem que sua influência política junto à administração petista lhe dê o direito de nomear alguém para o cargo. ''Nunca cheguei a discutir isso com o prefeito. Esse é um assunto que não tenho a menor condição de tratar. Acho que essa possibilidade foi cogitada em razão da minha ligação com o Adalberto, que acabou sendo nomeado como interino'', justificou.
Turini não acredita que o prefeito se beneficie da nomeação para obter lucros políticos na composição do quadro da reeleição municipal de 2004, tese defendida pelas fontes consultadas pela Folha. ''O Nedson tem mais dois anos para administrar. Ainda está muito cedo para fazer um análise nesse sentido'', afirmou.
No campo da especulação, o ex-vereador Célio Guergoletto, o atual presidente da Portuguesa Londrinense, Hélio Camargo, e o acionista do Londrina Júnior Team, Jurandir Barroso, são cogitados para assumir a pasta de presidente da autarquia.
O ex-presidente Marcelo Paulino pediu exoneração depois que o auditor-chefe da prefeitura, Osvaldo Alves de Lima, apontou pedidos de aditivos em 25% do valor real dos projetos da Lei de Incentivo. O auditor pretende terminar a investigação em 60 dias.


