Indagado se sonha em ser o sucessor de Bernardinho na seleção masculina adulta, Percy Oncken preferiu adotar um discurso humilde. Ele acredita ainda estar longe de lhe ser dada uma oportunidade como essas. ''Hoje é extremamente difícil que isso aconteça, porque o Brasil tem outros treinadores com nível para substituí-lo (Bernardinho). E os que estão se destacando em algum clube de ponta levam vantagem'', comentou, lembrando que ele, no momento, só tem o vínculo com a seleção brasileira juvenil.
''Eu não tenho vaidade, o que muitos treinadores têm. Penso apenas em fazer bem o meu trabalho e em ajudar a melhorar o nível do vôlei no Brasil. Afinal, é muito difícil conseguir manter o País no patamar a que chegou'', observou Oncken. No último Mundial infanto, por exemplo, em 2005, o Brasil já foi superado pela Rússia, após dois títulos consecutivos (em 2001 e 2003).
O treinador nascido em Iguaraçu (34 km ao norte de Maringá) confessou que seu sonho ''mais fácil de ser concretizado'' é treinar uma equipe ou seleção do exterior. Outro desejo seria conseguir viabilizar uma equipe em Londrina para jogar a Superliga Masculina. ''Mas sei que isso está distante'', conforma-se.
Apesar de ficar no anonimato, por não treinar uma equipe adulta, Oncken se diz realizado por fazer parte da história do vôlei no Brasil. ''Trabalho para uma confederação extremamente estruturada e profissional e passaram por mim praticamente todos os titulares das últimas seleções. É bom ver aonde chegaram atletas como Giba, Ricardinho, Gustavo. É até uma injustiça eu citar nomes, porque trabalhei com todos'', encerrou. (J.K.)

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