Stock Car vai se democratizar em 2001
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Da Redação 
Em 2001 teremos a democratização da Stock Car no Brasil, abrindo espaços para a entrada de mais pilotos na categoria. A expectativa é de Carlos Col, superintendente da ABP (Associação Brasileira de Pilotos). No ano que vem todos os pilotos vão usar motores iguais, com oito cilindros, os mesmos que atualmente equipam os carros da Nascar nos Estados Unidos.
Hoje, devido a falta de bons preparadores de motores em grande escala no Brasil, muitos pilotos famosos deixam de participar da categoria porque não querem arriscar seus nomes com carros menos competitivos, sem grandes chances de conquistar as primeiras colocações. A Stock Car ficou fechada e restrita por muito tempo, lamenta Col.
O anúncio da introdução de um novo motor na categoria agitou o mercado de pilotos no Brasil. Muitos deles já demonstraram interesse em competir em 2001, como Ricardo Rossetti, que já correu na Fórmula 1. E chamou a atenção também de sobrenomes que lembram quatro rodas, como Wilsinho Fittipaldi. O Wilsinho, por exemplo, já garantiu presença na próxima temporada, disse Carlos Col.
Mas o melhor de toda a mudança poderá ser comparada quando os carros entrarem nas pistas, em 2001. Com a democratização, a Stock Car será muito mais competitiva. Afinal, todos os pilotos estarão usando motores iguais e o que realmente fará a diferença será a habilidade do piloto.
Encerramento Mais duas categorias encerraram suas temporadas no domingo no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A Fórmula Chevrolet definiu seu campeão na categoria B. Alexandre Cunha garantiu o título com o segundo lugar. A categoria A já estava definida desde a última etapa, no Rio de Janeiro, com o primeiro lugar do carioca Popó Bueno.
Na Stock Car Light, Rogério Motta e Sandra Tannuri terminaram em primeiro com 95 pontos, mas o título ficou com o primeiro, pelo maior número de vitórias. O vencedor da última etapa foi o carioca Sandro Tannuri, seguido do cascavelense David Muffato. O londrinense Marcus Peres ficou em quinto. Na classificação geral, Muffato dividiu a terceira colocação com o paulista Luciano Zangirolami, com 87 pontos. Peres terminou em décimo, com 34 pontos.
Vinte e três pilotos largaram na F-Chevrolet e a vitória, após 17 voltas, ficou com o paulista Angelo Serafin. Mesmo com o resultado, Serafin terminou em terceiro na categoria A. Popó Bueno, na prova de ontem, chegou na quinta colocação. O vice da temporada foi André Grillo. Na categoria B, Felipe Yanez Longano ficou com o primeiro lugar na prova. No campeonato, Alexandre Cunha levou o título, com Pedro Larriera em segundo e Felipe Longano em terceiro.


