STJD pune organizada alviceleste

O Londrina comemorou ontem a redução da sua pena pelos problemas entre torcedores do clube e do Goiás no jogo do dia 23 de agosto, no Estádio do Café. Na ocasião, bombas foram atiradas na arquibancada. O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), da CBF, retirou a perda de um mando de campo do alviceleste, que assim não precisará atuar longe da torcida na reta final da Série B.
A defesa conseguiu absolver o clube da denúncia do artigo 211 (falta de estrutura do estádio) e por isso se livrou também da multa de R$ 10 mil. O Tribunal manteve, porém, a punição pela denúncia no artigo 213 (desordem) com R$ 10 mil de multa e no jogo contra o Luverdense, no dia 15 de outubro, o LEC terá que manter 20% do estádio vazio. Na rodada seguinte, quando o Londrina enfrenta o Brasil, em Pelotas, não terá direito aos 10% da carga de ingressos para o time visitante.
Além disso, em três jogos como mandante fica proibido o ingresso no estádio de qualquer identificação da Torcida Organizada Falange Azul. As mesmas punições foram impostas ao Goiás e a torcida Força Jovem.
O presidente da Falange Azul, Marcelo Benini, se mostrou surpreso e ressaltou que não há qualquer indício que o torcedor que atirou as bombas era integrante da torcida. "Inclusive, fizemos o requerimento na Guarda Municipal das imagens das câmeras, mas não tivemos respostas ainda. Infelizmente existe um histórico de condenar as torcidas, mesmo sem provas", lamentou. "Se houvesse a identificação e a comprovação que era nosso membro, pediríamos desculpa ao Londrina e puniríamos o associado", garantiu.
Benini revelou que o departamento jurídico está estudando possibilidades de recorrer da decisão, mas garantiu que mesmo sem poder entrar com faixas, bandeiras, camisas e adereços o apoio ao time continuará existindo de forma irrestrita. "Estaremos todos lá, cantando e apoiando do jeito que for possível". (L.F.C.)





