STJD pune dez dos 13 denunciados no caso Bruxo
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A ''bruxaria'' do Campeonato Paranaense foi queimada de forma mais eficiente no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Dos 13 denunciados no primeiro episódio do ''caso Bruxo'', dez foram punidos e outros três absolvidos. Anteriormente, no julgamento do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, cinco foram absolvidos e oito eliminados do futebol.
Em 2005, os 13 denunciados saíram do inquérito que investigou manipulação de resultados na Série Prata. A bomba foi revelada por meio de uma gravação de declarações do dirigente do Operário, Silvio Gubert, à ESPN Brasil.
A própria Procuradoria do TJD-PR questionou a absolvição de cinco dos envolvidos, que fariam também parte do esquema. O caso foi então para o STJD, para julgamento em última instância. O maior beneficiado foi o árbitro Sandro da Rocha, inicialmente eliminado do futebol e liberado pela decisão de quinta-feira.
O ex-árbitro Carlos Jack Rodrigues Magno e o ex-presidente da Comissão de Arbitragem, Valdir de Souza, foram novamente absolvidos. Já o presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, Amorety Carlos da Cruz, assim como ex-presidentes da Comissão de Arbitragem, Fernando Luís Homann e Antônio Carvalho, anteriormente absolvidos, foram punidos com eliminação do futebol. Homann pegou dois anos de suspensão.
Os árbitros Marcos Tadeu da Silva Mafra e Antonio Salazar Moreno, e o diretor da Federação Paranaense de Futebol, Johelson Pissaia, tiveram pena reduzida, de eliminação para dois anos de suspensão. Os outros foram punidos com a mesma sentença do TJD, de eliminação do futebol: o ex-dirigente do Foz do Iguaçu, Genésio Camargo, o ex-presidente do Marechal Rondon, Gilson Pacheco, o ex-presidente do Operário, Silvio Gubert, e o árbitro José Francisco de Oliveira.


