STJD pune Corinthians e Vasco
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quarta-feira, 04 de setembro de 2013
Leonardo Maia<br>Agência Estado 
Rio - Vasco e Corinthians foram punidos ontem com perda do mando de campo de quatro partidas e multa pela briga entre seus torcedores no estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 25 de agosto. Os clubes terão que jogar sem a presença de seus torcedores nos estádios.
Corintianos e vascaínos têm três dias para recorrer ao pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD), o que devem fazê-lo, de acordo com os advogados João Zanforlin (Corinthians) e Luciana Lopes (Vasco). Não haverá tempo hábil para que a punição seja imposta na rodada deste fim de semana. Portanto, os rivais poderão encerrar o turno do Brasileirão em suas casas.
Todos os auditores e o presidente da 1ª Comissão Disciplina do STJD entenderam que os clubes falharam em tomar providências para evitar o conflito entre membros de organizadas. Ambos foram punidos no artigo 213 (deixar de tomar providências que impeçam desordem, invasão de campo e que objetos sejam atirados no gramado). Apesar de mandante, o Vasco recebeu uma multa menor do que a do Corinthians, R$ 50 mil contra R$ 80 mil, pois os auditores julgaram que a iniciativa da confusão foi tomada pela torcida Gaviões da Fiel.
O auditor relator Francisco Pessanha Filho pediu que dois jogos de cada time fossem disputados com os portões fechados (sem a presença de torcedores) e que outros dois fossem jogados apenas com a presença de torcida adversária.
Como o código desportivo brasileiro (CBJD) não prevê jogo com portões fechados, Pessanha Filho aplicou legislação da Fifa e alegou que se fosse respeitado estritamente o código brasileiro tanto Vasco como Corinthians poderiam mandar seus jogos novamente no estádio Mané Garrincha, pois a capital federal fica a mais de 100 km de suas sedes.
"Isso é um absurdo. O código da Fifa diz claramente que suas regras valem para competições organizadas por ela. O Brasileiro é organizado pela CBF", argumentou Zanforlin, que usou de ironia em sua defesa ao dizer que falaria em inglês, pois se estava usando legislação estrangeira como parâmetro de punição. "Provavelmente vamos recorrer".
Tanto Zanforlin como Luciana, que defendeu o Vasco, alegaram que os clubes "não tem poder de polícia" e que a segurança nos estádios cabe ao poder público. Os auditores se utilizaram de atas de reuniões entre dirigentes dos clubes e membros das torcidas organizadas para demonstrar que nenhuma medida preventiva de segurança foi discutida antes da partida. Destacaram também o efeito pedagógico da punição.
No Recife
Em campo, o Vasco visita o Náutico, às 21 horas, na Arena Pernambuco, em jogo da 18ª rodada. O time carioca tentará se aproveitar do cansaço dos pernambucanos, que na terça-feira jogaram e perderam para o São Paulo, por 1 a 0.
O técnico Dorival Júnior não terá o zagueiro Rafael Vaz, suspenso, e o lateral-esquerdo Yotún, com a seleção peruana. Jomar e Henrique serão os substitutos. No Náutico, o técnico Jorginho conta com o retorno do zagueiro João Filipe.


