Rio - A nova denúncia na arbitragem brasileira chegou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Nesta sexta-feira, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, revelou que pedirá na próxima semana a abertura de inquérito para investigar o caso que envolve a escolha dos árbitros brasileiros que fazem parte do quadro da Fifa.
A denúncia foi feita na quinta-feira pelo presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio de Janeiro (Coaf-RJ), Jorge Rabello, que acusou o presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Sérgio Corrêa, de oferecer vantagens financeiras para três árbitros (Alício Pena Júnior-MG, Wagner Tardelli-SC e Djalma Beltrami-RJ) deixarem o quadro da Fifa.
Por decisão da CBF, Alício Pena Júnior, Wagner Tardelli e Djalma Beltrami foram substituídos na virada do ano por outros três árbitros brasileiros no quadro da Fifa: Ricardo Marques-MG, Wilson Luiz Seneme-SP e Pedro Vuaden-RS. Mas Jorge Rabello questiona a mudança, dizendo que Sérgio Corrêa teria oferecido vantagens financeiras para Djalma Beltrami deixar o posto.
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF se defendeu da acusação. ''A troca dos três árbitros foi um processo de renovação visando à Copa do Mundo de 2014 no Brasil'', explicou Sérgio Corrêa, lembrando que a entidade tem o direito de trocar anualmente a lista de 10 árbitros brasileiros no quadro da Fifa. ''Alício, Tardelli e Beltrami têm mais de 41 anos de idade e não estavam sendo aproveitados em competições internacionais.''
Jorge Rabello tem feito oposição constante à administração de Sérgio Corrêa na Comissão de Arbitragem da CBF e a denúncia feita na quinta-feira é mais um capítulo da rivalidade entre os dois dirigentes.

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