STJD investigará superlotação do Couto Pereira
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A tragédia ocorrida o Estádio da Fonte Nova, que resultou na morte de sete pessoas após queda de parte das arquibancadas, trouxe à tona os problemas estruturais presentes na maioria dos estádios brasileiros. As infiltrações na estrutura do estádio baiano já haviam sido detectadas por um estudo do Sindicato Nacional das Indústrias de Arquitetura e Engenharia Consultiva.
O levantamento analisou também a situação dos estádios das três equipes da capital paranaense, e nenhum dele escapou de críticas. Na Arena, os problemas são o acúmulo de água parada no fosso de separação do gramado - que será extinto com a conclusão do estádio - e a existência de pontos-cegos nas arquibancadas. Na Vila Capanema, também existem pontos-cegos em diversos setores.
No Couto Pereira, foram detectadas infiltrações nas arquibancadas superiores, que podem causar danos estruturais. Problema que levou a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba a requisitar à Prefeitura de Curitiba a realização de perícia técnica para aferir as condições estruturais do estádio. ''Precisamos ter certeza se esses problemas existem e se podem comprometer a segurança dos torcedores'', afirma o promotor João Henrique Vilela da Silveira.
A requisição faz parte das investigações das denúncias de superlotação do Couto Pereira, que teria sido registrada na partida diante do Marília. Na ocasião, o público pagante foi de 38.689 pessoas, e o público total de 43.649 pessoas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a capacidade de público autorizada para o estádio, incluindo as pessoas que exercem funções operacionais é limitada a 35.759 pessoas. Tendo em vista os indícios de excesso de público, a promotoria encaminhará o caso para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva para que sejam tomadas as devidas providências, que incluem punições - como o fechamento do estádio por um período - por desrespeito ao Estatuto do Torcedor.
Em sua defesa, o Coritiba encaminhou ofício à promotoria, ainda na semana passada, afirmando que ''com a realização de obras de encadeiramento de parte do estádio (setor Mauá), o Coritiba através de ofício dirigido ao Corpo de Bombeiros em 30 de junho de 2005, informou que o número de lugares passava para 35.759 naquele momento e 38.743 com os lugares a incluir, lugares esses cujos espaços já existiam, apenas faltando algumas providências como pintura, marcação e numeração''. E que na partida diante do Marília, 4.960 pessoas exerciam função operacional, interna ou externamente, totalizando o público de 43.649 pessoas.


