Curitiba - As constantes queixas dos clubes paranaenses sobre a atuação da Federação Paranaense de Futebol (FPF) levaram o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do futebol a instaurar um inquérito para investigar as denúncias. A determinação foi tomada pelo Pleno do tribunal depois de uma série de reclamações de representantes de clubes como União Bandeirante, Toledo, Engenheiro Beltrão, J. Malucelli, Adap Galo e Rio Branco, que se tornaram mais frequentes a partir de novembro do ano passado, no início do imbróglio que envolveu a definição dos participantes da Série Ouro do Estadual.
De acordo com Paulo Schimdt, procurador-geral do STJD, o que chamou a atenção dos auditores foram os posicionamentos dos advogados das agremiações nos julgamentos. ''O que se aventa é que este conjunto de ações pode se dever a problemas de gestão da própria federação. Por isso a determinação de se apurar se existem irregularidades administrativas de responsabilidade da entidade'', explica o jurista.
Além da disputa por uma vaga na divisão principal do futebol paranaense, chegaram até o STJD os casos envolvendo a anulação de parte da partida entre Galo e Malucelli e as irregularidades na inscrição dos atletas Paulo Augusto e Massaro, que levaram o Rio Branco a ser eliminado da Copa do Brasil.
Este último caso, em especial, foi o que levou à decisão de investigar a FPF, já que o clube atribuiu toda a culpa do episódio à falta de cuidados da entidade. Na esteira da eliminação da competição nacional, o J. Malucelli entrou com recurso no Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná pedindo a extensão da punição ao Estadual, e reclama ao STJD que seu pedido nem chegou a ser julgado na esfera local. O processo terá início assim que for nomeado o auditor responsável, que terá 15 dias, prorrogados por no máximo outros 15, para concluir as investigações.

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