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Esporte

m de leitura Atualizado em 21/07/2022, 11:58

STJD denuncia São Paulo por suposto ato discriminatório de torcedores

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de julho de 2022

FLAVIO LATIF E THIAGO BRAGA
AUTOR autor do artigo

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) ofereceu uma denúncia ao São Paulo após os supostos gestos racistas de são-paulinos contra torcedores do Fluminense, nas arquibancadas do Morumbi, no último domingo (17), quando as equipes empataram em 2 a 2, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em contato com o UOL Esporte, Ronaldo Piacente, Procurador-Geral do STJD, confirmou que o Tricolor paulista foi enquadrado no artigo 243-G* do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que define como infração "praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

O dispositivo prevê aplicação de multa entre R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), e o torcedor pode ser proibido de frequentar o estádio por, no mínimo, 720 dias.

O caso ganhou visibilidade após um um torcedor do Flu utilizar suas redes sociais para denunciar o suposto caso de racismo vindo de um são-paulino. A Polícia registrou um boletim de ocorrência e investigou os fatos.

Nesta quinta (21), em vídeo enviado por seus advogados ao UOL Esporte, Ricardo Pereira Fernandes afirmou que em nenhum momento imitou um macaco, mas sim fez um gesto de força para um torcedor do clube carioca.

"O momento em que fui filmado foi um gesto de força. Em momento nenhum eu imitei um macaco, em momento nenhum eu pulei ou fiz gesto de banana. Fiz um gesto para um outro torcedor do Fluminense porque ele era fortão, bombadão e falei: 'você vai explodir'. Em momento nenhum tive intenção de fazer um gesto racista", disse.

"Repudio totalmente a palavra racista. Foi muito difícil compactuar com essa situação porque nunca recebi uma pressão tão grande na minha vida. Me taxarem como criminoso é horrível sou trabalhador pai de família, tenho minha filha e sempre procurei o caminho correto", acrescentou.