Suzuka, 28 (AE) - Rubens Barrichello se emocionou hoje com a demonstração de carinho da sua equipe, a Stewart. O GP do Japão será a sua última prova no time dirigido por Jackie Stewart. "Depois de tirarmos uma foto todos juntos, eles me deram um defletor, peça da moda, com dedicatórias e assinaturas dos integrantes do time", disse, sensibilizado com a iniciativa. "Os mecânicos, ao me entregarem a peça, fizeram questão de afirmar que aquele defletor estava dentro do regulamento", comentou brincando.
"Um deles pediu para eu voltar para a equipe depois de 2001, quando acaba meu contrato com a Ferrari." O gesto é um reflexo do bom ambiente da Stewart, comentou. "Estamos tendo grandes momentos juntos este ano, mas na temporada passada, quando o carro era muito ruim, passamos por apertos." O que mais marcou na sua passagem pela escuderia foi a união de todos. "Nos dois campeonatos, 1998 e 1999, tão distintos para nós, o grupo estava fechado."
Não existe nenhuma possibilidade de Rubinho ajudar os pilotos da Ferrari no GP do Japão, como poderia se supor. "Eu já vivi essa situação em 1990 e não quero nem saber de recriá-la." Naquele ano, o piloto da Stewart havia acabado de ser campeão europeu de Fórmula Opel. Como no ano seguinte disputaria a Fórmula 3 inglesa, atendeu o convite da Forti Corse
time italiano, para participar das provas finais do Campeonato Sul-americano da mesma categoria.
Seria seu primeiro contato com os carros da F-3. Durante a etapa decisiva, em Interlagos, Rubinho deixou Osvaldo Negri o ultrapassar. Negri disputava com Christian Fittipaldi o título sul-americano. "De repente me senti tão mal no carro que passei a dar tudo para retomar a posição." A ultrapassagem aconteceu na última curva da última volta. Com o resultado, Christian levou o campeonato. "Não tem essa de ajudar alguém, eu nem sei quando vou pilotar pela primeira vez para a Ferrari, a Stewart ainda não me autorizou a testar em dezembro."
Em contraste com a alegria de Rubinho, Pedro Paulo Diniz
da Sauber, se limitou a dizer que na prova de Suzuka seu carro deverá se comportar "como sempre". Diniz não gostou de ver seu time trabalhar tanto para o GP da Malásia, a fim de causar boa impressão para o patrocinador, a Patronas, empresa malaia. "Eles deveriam ter visto antes a necessidade de desenvolver o carro."
Já Ricardo Zonta, da BAR, comentou que a pista de Suzuka deve permitir um desempenho um pouco melhor do modelo 01 da equipe. "Ele vai bem em curvas rápidas e aqui elas são muitas." Zonta conhece o circuito de Suzuka através do Mundial FIA GT, quando competia pela Mercedes, ano passado. "Terminei a prova na segunda colocação." Os três pilotos foram ontem no parque de diversões de Suzuka enfrentar os desafios de duas montanhas russas assustadoras. Os três saíram rindo delas, enquanto a maioria das outras pessoas acusavam as incríveis revoluções da diversão.

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