Jackie Stewart, com lágrimas nos olhos, e muito emocionado, disse tão logo Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada na segunda colocação: ‘‘Estou mais feliz por esse resultado, do que por qualquer uma das 27 vitórias que consegui como piloto na Fórmula 1’’. Observadas as distinções, o carro branco da Stewart-Ford conduzido com precisão por Rubinho pelas ruas molhadas do Principado, em segundo lugar, lembrou a Toleman branca de Ayrton Senna naquele 3 de junho de 1984. A prova, disputada sob chuva intensa também, mostrou um menino de 24 anos, como Rubinho, passando todo mundo e dando um show na pista, exatamente a exemplo de Barrichello. ‘‘Faz tão pouco tempo que eu colocava o despertador para me acordar às oito horas para assistir e vibrar com as vitórias do Ayrton no GP de Mônaco, e olha eu hoje aqui, comemorando esse pódio no mesmo GP’’, falou Rubinho, dedicando ao ídolo seu resultado. Quando acabou a entrevista coletiva, na sala de imprensa do circuito, o piloto da Stewart se encontrou com a esposa, Silvana Giaffone, lá mesmo. Um círculo formado por dezenas de jornalistas se formou à volta do casal que promoveu um longo e sentido beijo. Alguns espectadores ensaiaram aplaudí-lo. Hoje, Silvana completa 22 anos. ‘‘Ele foi buscar esse resultado, não herdou nada’’, disse. ‘‘É o melhor presente que eu poderia receber’’, confessou. Rubinho se referiu a seus torcedores, quando conversou com a imprensa brasileira. ‘‘Envio daqui um abraço aos que acreditam em mim, gostaria de dizer que não estou dormindo, a mudança para a Stewart veio na hora certa, nós teremos muitos outros pódios’’.

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