Spyder Race passará a ser estadual em 2013
Se para os eventos de automobilismo nacionais já é difícil atrair recursos e pilotos, imagine para os menores, como as categorias regionais.
Leandro Totti que o diga. Além de piloto da Fórmula Truck, ele é o organizador da Spyder Race Londrina, campeonato local de protótipos, que teve sua última etapa ontem no Autódromo Ayrton Senna.
A Spyder londrinense, na verdade, nasceu no Recife (PE), com Beto Monteiro, também piloto da Truck. Por lá, a categoria não deu muito certo. Por isso, Totti se associou a Monteiro e a trouxe para Londrina há três anos. No início de 2012, ele acabou comprando os carros e assumiu toda a organização do campeonato.
Apaixonado por automobilismo, tanto para pilotar como na preparação dos carros, Totti se mostra otimista com a categoria, mas não nega que há diversos obstáculos.
A começar pelos custos. Ele estima, por exemplo, que para cada etapa são gastos até R$ 40 mil. Sem contar os custos de manutenção dos carros, já que a categoria tem como característica a centralização do acerto de todos os veículos pela equipe de Totti e os pilotos pagam apenas para competir - R$ 4,5 mil por etapa.
Reduzir custos foi o caminho encontrado por Totti para manter a categoria até agora. Além do valor relativamente baixo para os pilotos, os protótipos, que geram até 150 cavalos de potência, têm mecânica simples e são totalmente equipados com peças nacionais, segundo o organizador. "Os amortecedores, por exemplo, se eu fosse comprar importados gastaria o dobro do preço ou mais", exemplifica.
Mesmo com a economia, a Spyder ainda tem um grid pequeno, que embora tenha aumentado neste ano, chega no máximo a 10 pilotos. Além disso, conseguir mais patrocínio e, principalmente, divulgação, ainda são desafios para a categoria.
Por isso, Totti já confirmou que a partir do ano que vem a Spyder, que agora é regional, passará a ser estadual. "Teremos três provas em Londrina, três em Curitiba e três em Cascavel. No começo a procura era mais de empresários que queriam pilotar, mas tinham dificuldade para começar, mas hoje tem muita procura de jovens pilotos que querem sair do Kart. Estamos em busca dessa molecada", afirma.
Por isso, a "frota" de protótipos está aumentando. Ele e sua equipe já montaram mais dois e outros quatro devem ficar prontos até o ano que vem. (J.F.)





