Recife - O técnico Nelsinho Batista disse ontem ainda não ter idéia da dimensão do que o título da Copa do Brasil, conquistado contra o Corinthians na noite de quarta, representa para o Sport e para o futebol pernambucano. ''Acho que o Sport, mantendo o trabalho feito, pode chegar longe na Série A do Brasileiro'', limitou-se a prever, sem apostar em uma colocação específica.
Já com a cabeça voltada para o jogo contra o Figueirense, em Florianópolis, amanhã, pelo Brasileirão, o treinador disse que ele e os atletas não tiveram tempo para comemorar a conquista. Houve uma confraternização numa churrascaria depois do jogo e, em seguida, todos foram para suas casas.
Na tarde de ontem, os que não atuaram contra o Corinthians treinaram e os que jogaram fizeram um pouco de exercício e massagens, na Ilha do Retiro.
Nelsinho Baptista antecipou que Carlinhos Bala, Sandro Goiano e Diogo não viajarão hoje para Florianópolis. Sandro e Diogo estão com dores musculares e Bala sentia dores na perna que levou um pisão de Wellington Saci, no lance que resultou na expulsão do jogador corintiano.
O zagueiro Igor também sente dores musculares, mas vai jogar porque Gabriel, que seria seu substituto, cumpre suspensão.
Festa da torcida
''Alvirrubro orgulhoso do Sport''. Com essa auto-classificação, o poeta e produtor cultural pernambucano Jorge Filó fez um poema cantando a vitória do rubro-negro, espalhado nesta quinta na internet, aos brados de ''Pernambuco é campeão''.
''O Sport pernambucano/time de grande altivez/sempre lutou bravamente./Chegou então a sua vez/mostrando que paulistano/de Pernambuco é freguês'', diz a primeira quadra do poema, que expressa o sentimento do pernambucano que se uniu - incluindo os torcedores do Náutico e do Santa Cruz - e vê a conquista da Copa do Brasil como uma conquista do Estado e do Nordeste.
''É importante um título desses para mostrar que Pernambuco e o Nordeste tem valores, para diminuir a idéia que se faz da região sempre lembrada pela pobreza e miséria'', observou a torcedora do Náutico, Aparecida Pontes, que vibrou com a vitória.
Para o cientista político Antonio Lavareda, o título inédito aumenta a auto-estima do pernambucano, que de alguns anos para cá, enveredou numa rota de crescimento e boa expectativa de futuro. ''A vitória chega em bom momento, eleva a euforia e consolida a auto-estima que já se estruturava a partir da economia do Estado'', afirmou ele.

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