São Paulo - A decisão da CBF de reconhecer o título do Campeonato Brasileiro de 1987 como também sendo do Flamengo pegou a diretoria o Sport de surpresa. ''Não é possível... De novo isso?'', questionou com tom de revolta o gerente de futebol Adelson Vanderlei, após ligação da reportagem, ao tomar conhecimento da divisão da taça conquistada pelo time pernambucano na final ante o Guarani com o rubro-negro do Rio.
Horas depois de apresentar os novos reforços Marcelinho Paraíba (atacante, emprestado pelo São Paulo) e Vítor (lateral direito, cedido pelo Palmeiras), o presidente do Sport, Gustavo Dubeux, estava em reunião quando atendeu à reportagem. Além de também não estar sabendo do assunto, engrossou o coro de reclamações.
''No meu entendimento, isso aí apenas aconteceu em função da pressão que o Flamengo fez, mas não tem nenhum respaldo jurídico. O Sport é o campeão declarado pela Justiça, com sentença transitada em julgado'', afirmou o dirigente, que chegou a citar a ''Taça das Bolinhas'' para continuar a sua fundamentação.
''A tese se confirma pelo recebimento do troféu pelo São Paulo, na semana passada. Aí, isso aí morre'', acrescentou.
Segundo Dubeux, trata-se de uma ''coisa política e sem sentido'', embora não considere que a definição dos direitos de transmissão do próximos Nacionais tenha influenciado a situação. Depois da reunião em que bateu o martelo sobre, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, declarou que o fato não traz prejuízo esportivo ao clube pernambucano por ele continuar como campeão e ter representado, ao lado do Guarani, o Brasil na Taça Libertadores da América de 1988. (Folhapress)

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