São Paulo - O novo momento do basquete masculino brasileiro permite à seleção ter um elenco dos mais equilibrados de sua história. Mas em nenhuma posição há tantos bons valores quanto no garrafão. E agora o quinteto de pivôs ficou completo para o período de treinamento em São Paulo, com a chegada de Tiago Splitter, que se junta a Nenê, Anderson Varejão, Guilherme Giovannoni e Caio Torres, este último convocado devido às lesões de Rafael Hettsheimer, estrela da campanha do Pré-Olímpico, e de Murilo, MVP do último NBB.
Para Splitter, vice-campeão da Conferência Oeste da NBA com o San Antonio Spurs, o garrafão é a principal referência da seleção do técnico Rubén Magnano. ''Acho que é um garrafão muito físico. Talvez não tenhamos arremessadores, quem faz mais isto é o Guilherme, mas acho que esta vai ser nossa identidade, o garrafão. Teremos força, rebote e defesa, não vai ser fácil meter bola ali dentro. Vamos defender bem o nosso garrafão. Essa será nossa primeira preocupação'', comentou o jogador, que se uniu aos companheiros na última terça-feira, pouco mais de uma semana após o início da preparação.
Com tantos bons valores, Magnano deverá ter dificuldades em escolher o quinteto inicial. Varejão e Giovannoni, teoricamente, devem brigar pela vaga de ala/pivô. Slitter deve disputar posição com Nenê e Caio Torres - e os três, assim como Varejão, têm a mesma altura (2,11 metros).
''Não penso em titularidade, essa dor de cabeça aí fica para o técnico. A gente está em uma seleção. Os melhores jogadores do Brasil estão aqui e ninguém está se preocupando com titularidade, com o tempo que ficará em quadra. Queremos o resultado e o melhor para o Brasil'', garante Splitter.

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