Resgatar a confiança e harmonia entre os pilotos do Estado é o principal objetivo de Milton Sperafico, candidato a presidente da Federação Paranaense de Automobilismo (FPA). O ex-piloto de Fórmula 3 esteve em visita à Folha ontem e apresentou suas propostas para o automobilismo paranaense.
‘‘Quero que o Automobilismo paranaense volte a crescer, se torne forte e com representatividade nacional. Para isso, nada melhor que estar ao lado dos pilotos dando-lhes retorno profissional, salientou Sperafico, que ainda conta com o piloto londrinense Beto Borghesi e o curitibano Ulisses Wichoski como vices da chapa. A diminuição das taxas cobradas pela Federação e uma maior divulgação dos pilotos e patrocinadores são algumas das formas que Sperafico pretende realizar para atrair os votos. ‘‘Aliás nossa campanha tem sido bem aceita por todos, porque realmente há necessidade mudança. Em todos os setores há reclamações de pilotos e de automóveis clubes, que não têm apoio da Federação, e isso precisa mudar’’, promete.
O Paraná é hoje o terceiro Estado em nível de qualidade de pilotos. São Paulo e Rio Grande do Sul são os dois primeiros. A tentativa de Sperafico é de que esse quadro se altere com uma melhor organização da entidade. ‘‘Trata-se de um jogo político. Se você quer trazer grandes provas para o Estado, tem que trabalhar para isso acontecer. Dialogar com a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) é essencial’’, argumenta o candidato.
As eleições para a FPA estão previstas para o dia 15 de abril. A outra chapa que disputa a Federação é do atual presidente Luis Gehring, no cargo há 12 anos. Na eleição, o presidente é escolhido através de assembléia que reúne representantes de 17 automóveis e jeeps clubes de todo o Paraná. O mandato é de quatro anos.

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