Spa-Francorchamps, Bélgica - Foram quatro semanas de férias. Mas, a partir deste domingo, quando acontece o Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, folga vai ser coisa rara na Fórmula 1.
Da prova belga, que terá largada à 9 horas (de Brasília), até o GP Brasil, que fecha o campeonato no dia 24 de novembro, pilotos e equipes farão uma maratona, com nove provas em 14 fins de semana.
Além da correria, a logística será fundamental. A sequência começa na Europa, vai à Ásia, passa pelo Oriente Médio e segue na América do Norte até chegar ao Brasil.
A primeira metade do campeonato foi muito mais "tranquila". Da abertura do Mundial, em Melbourne, na Austrália, até o GP da Hungria, última etapa antes das férias de verão no hemisfério norte, foram disputados dez GPs em 20 finais de semana.
A disputa pelo título de 2013 está longe de ser definida. Só 39 pontos separam o primeiro (Sebastian Vettel) do terceiro (Fernando Alonso) na tabela. Em 2012, no mesmo período, Alonso liderava com vantagem de 42 pontos para Vettel, então o terceiro.
"Estamos preparados para uma disputa intensa na segunda metade do ano", disse Christian Horner, chefe da Red Bull, que lidera o campeonato de construtores.
Para a Ferrari, a pausa foi importante para recuperar o fôlego e tentar melhorar. "O trabalho e as ideias são importantes para que a gente traga novas peças para estas corridas e para termos uma segunda metade de campeonato mais competitiva do que a primeira", afirmou Felipe Massa, sétimo na classificação, com 61 pontos.
Caos
Depois de perder a vice-liderança do Mundial de F-1 para Kimi Raikkonen na última etapa do campeonato, o GP da Hungria, o espanhol Fernando Alonso disse que torce por uma corrida caótica em Spa-Francorchamps para tentar se aproximar do alemão Sebastian Vettel.
"Se chover na corrida vai misturar um pouco mais as cartas e como temos que recuperar muitos pontos no campeonato isso pode nos servir de ajuda", disse o piloto espanhol. "Claro que se for uma corrida mais caótica nós também podemos perder, mas no momento que estamos acho que uma prova com mais risco pode ser útil", completou o ferrarista.

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