São Paulo - Uma reunião entre integrantes da Federação Paulista de Futebol (FPF), Ministério Público, Tribunal de Justiça e Secretaria de Segurança Pública vai discutir hoje o acordo de paz proposto pelas principais torcidas organizadas dos quatro maiores clubes de São Paulo. A iniciativa foi questionada após a divulgação de áudios que circulam em grupos do aplicativo para telefones celulares WhatsApp em que homens afirmam que a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) ordenou o fim das brigas entre os torcedores.
À reportagem do Estadão.com, o promotor do Ministério Público Paulo Castilho afirma que o encontro irá avaliar o caso. "Não vamos descartar nenhuma hipótese, sempre trabalhamos com líderes de torcidas que são ligados ao crime organizado, mas vamos tomar as medidas que forem necessárias para que continue tendo a tranquilidade dos últimos meses e, se necessário, ampliar o caminho para ter paz."
Segundo Castilho, no encontro da cúpula da Segurança Pública do Estado serão discutidas alternativas para diminuir os casos de violência no esporte. "Ninguém pode tomar uma decisão sozinho. Temos que colocar um debate de maneira democrática, levando em consideração a opinião de todos os envolvidos para chegar na melhor solução de repressão à violência no futebol", contou o promotor.
Castilho ressalta que as ocorrências no futebol diminuíram este ano, e as decisões que já foram tomadas devem ser levadas em consideração, uma vez que as respostas são positivas, como a adoção de clássicos com torcida única. "Com as nossas medidas aliadas às do juizado dos torcedores, chegamos a economizar 150 policiais militares por jogo de torcida única. Hoje temos competência para atuar na Grande São Paulo. Já condenamos muitos torcedores e afastamos vários outros dos estádios."

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