Sou um pitbull com classe e fui bem na Copa, diz Felipe Melo
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domingo, 15 de janeiro de 2012
<br> <br> Folhapress 
São Paulo - Apontado como o vilão da eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, ao se esbarrar com o goleiro Julio Cesar em um gol da Holanda e ser expulso por agressão pouco depois, o volante Felipe Melo, 28 anos, afirmou em entrevista ao site da Fifa, publicada ontem, que é um ''pitbull com classe'' e que discorda dos críticos, porque atuou bem no Mundial da África do Sul.
Na matéria, intitulada ''Felipe Melo, em fase de renascimento'', inclusive alvo de propaganda no Twitter do jogador, o ex-flamenguista curte o momento em que é o atual camisa 10 do Galatasaray, da Turquia.
Dois anos antes, ele havia sido comprado pela Juventus-ITA por 25 milhões de euros (cerca de R$ 57 milhões). Porém, teve uma passagem apagada em Turim. ''O número que você usa não muda isso, mas acho que a 10 até tem me dado mais qualidade, sabe (risos)? De vez em quando faço um passe legal e dou uma virada de rosto tipo a do Ronaldinho. Isso é coisa de quem usa a 10 (risos). Mas não penso muito no número'', afirmou.
Ele, que chegou a comparar a capital turca à terra natal - ''Istambul me lembra muito o Rio''-, também comentou o apelido que recebeu da torcida local. ''Na Itália me chamavam de gladiador. Aqui, começaram a me chamar de pitbull. Nada mal. Acho que isso vem pelo meu estilo, de dar carrinho, de destruir uma jogada. Na última Copa, tive uma das melhores porcentagens de acerto de passes, fiz aquele para o Robinho contra a Holanda e isso diz muito. Treino sempre o passe. Por isso, posso dizer que sou sim um pitbull, mas um pitbull com classe (risos)''.
Felipe Melo acrescentou que não fica mais chateado com as críticas ao seu futebol. ''Já me acostumei e até aprendi a lidar com isso. Certas críticas são construtivas, e vale a pena aprender com elas. Por exemplo: quando falavam que o Felipe Melo era nervoso demais, que podia ser expulso a qualquer momento. Isso era baseado em algo que acontecia, mas estou tentando melhorar. Tomava mesmo muito amarelo e vermelho'', disse.
E completou: ''O problema é quando só lembram disso e não falam, por exemplo, de tudo que fiz pela seleção. Fui campeão da Copa das Confederações, fui bem na Copa do Mundo, tive apenas uma derrota, um empate e o resto só vitórias e nunca passei pelo banco. Mas tudo isso foi por água abaixo em um segundo, naquele momento do pisão no (Arjen) Robben. Hoje as coisas estão diferentes. Tomo menos cartões que antes''.
Apesar de nunca mais ter sido lembrado para defender o Brasil, o atleta declarou que ''não é por causa de uma expulsão que as portas da seleção se fecharam para mim.''


