Sorteio define os adversários do Brasil
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quinta-feira, 04 de dezembro de 1997
Das agências Marselha 
Para evitar o acúmulo de seleções européias ou sul-americanas em um mesmo grupo, a Fifa realiza hoje uma complexa sequência de sorteios para definir a formação das oito chaves da Copa da França, que terá 32 seleções. A cerimônia começa às 16 horas (horário de Brasília), no Velódromo de Marselha.
De início, serão definidos os titulares de seis grupos, já que o Brasil, atual campeão mundial, e a França, país-sede, são os cabeças das chaves A-1 e C-1. De um globo vão ser retirados os nomes das outras seis equipes escolhidas líderes no começo da semana: Alemanha, Argentina, Espanha, Holanda, Itália e Romênia. A primeira sorteada será a cabeça da chave B-1, a segunda, da D-1 e assim sucessivamente.
Bolinhas com os nomes das outras 24 seleções classificadas vão estar em três globos, conforme sua procedência. Das cinco africanas e dos três equipes da América Central e do Norte em um, das nove européias em outro, e, num terceiro, das três sul-americanas e quatro asiáticas. A ordem em que esses recipientes são girados será definida por sorteio, na segunda fase da cerimônia.
Se, por exemplo, for determinado que o globo da África e da Concacaf vai girar primeiro, os nomes contidos ali vão ser distribuídos nos grupos, por ordem de saída do recipiente, sempre da esquerda para a direita. Caso o globo europeu, por definição do sorteio, tenha de ser girado antes do da América do Sul/Ásia, a nona bolinha, a que vai sobrar, será levada para o globo dos sul-americanos e asiáticos, que contém os nomes de sete times. Em caso contrário, uma bolinha do recipiente europeu será transferida para o da América do Sul/Ásia antes do início dessa fase do sorteio, evitando-se a presença de três times europeus num mesmo grupo.
Complô Os técnicos das equipes que farão hoje o amistoso antes do sorteio dos grupos da Copa-98, o brasileiro Carlos Alberto Parreira e o alemão Franz Beckenbauer, disseram ontem não crer na existência do complô europeu contra o Brasil apontado pelo técnico Mario Jorge Zagallo. A única surpresa foi a Inglaterra ficar fora da lista dos cabeças-de-chave, afirmou Parreira, técnico do Brasil no Mundial de 94, quando Zagallo foi o coordenador da equipe. Beckenbauer, atualmente presidente do Bayern de Munique (Alemanha), reagiu a Zagallo: Sempre vai haver alguém reclamando. O Brasil não tem motivo para temer ninguém; a Alemanha, também não. As declarações de Zagallo sobre o suposto complô europeu foram citadas ontem pelo jornal francês LÉquipe. Está muito claro que, durante a Copa, será o mundo todo contra o Brasil. É evidente que farão tudo para o Brasil não ser campeão do mundo, afirmou Zagallo.


