Sorteio define jogos da Davis
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de abril de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
Rio de Janeiro, 05 (AE) - Nada mais carioca e brasileiro do que um campinho de futebol para uma boa pelada. Só que desta vez, o gramado do Clube Marapendi, na Barra, está todo coberto por pedregulho e saibro e transformou-se na arena do tênis para o confronto de Brasil e Eslováquia, válido pelas quartas-de-final do Grupo Mundial da Copa Davis. Só falta agora conhecer os jogos que abrirão o confronto, na sexta-feira. Para isso, será realizado nesta quinta-feira de manhã, no Centro Cultural do Banco do Brasil, no centro do Rio, o sorteio que vai definir a ordem das partidas.
Além de Brasil e Eslováquia, neste fim de semana também serão disputados os outros confrontos das quartas-de-final. Os Estados Unidos jogam em Inglewood, sede do time de basquete da NBA, Los Angeles Lakers, diante da República Checa. Os norte-americanos são favoritos mesmo ainda sem saber se irão contar com Andre Agassi ou não. É certo por enquanto, que o time
agora dirigido pelo genial John McEnroe, poderá contar com Pete Sampras.
A Espanha recebe em Málaga, a Rússia de Yevgeny Kafelnikov e, provavelmente, Marat Safin, jogador que ainda estava definindo sua participação no confronto. Enquanto isso, a Alemanha viaja para jogar na grama diante dos australianos, que deverão estar desfalcados de Mark Philippoussis.
O sorteio da Copa Davis, conforme o atual regulamento, perdeu muito de sua emoção e importância, com as novas regras. Agora, só define mesmo quem joga na sexta-feira, às 10 horas, pois o restante já está previamente definido com as duplas no sábado e o encontro dos números 1 de cada país (Gustavo Kuerten e Dominik Harbaty) abrindo a rodada de domingo e dos números 2 (Fernando Meligeni e Karol Kucera) a seguir.
Entre os brasileiros, embora o técnico e capitão Ricardo Acioly diga que não se importa com o resultado do sorteio, existe uma torcida meio velada para quem vai ter mais sossego na hora de dormir. Guga não esconde de ninguém que não gosta de jogar em dois horários: um logo cedo, pois demora-se a despertar
e outro à noite, quando diz ter dificuldades para enxergar com luz artificial. Apesar disso, o número 1 do Brasil já venceu jogos nestas duas condições. Na sua recente campanha no Ericsson Open, em Miami, ganhou de Wayne Ferreira na sessão noturna. Em jogos da Davis já venceu também em partida disputada às 10 horas. Foi assim diante de Carlos Moyá, da Espanha.
"Não gosto de jogar cedo", disse Guga. "Meu horário preferido é a uma da tarde". Sua torcida para poder dormir até mais tarde, conta ainda com Fernando Meligeni. Por ironia, Fininho disse que também queria jogar à tarde, mas no último confronto, diante da França, abriu a série de jogos com uma marcante vitória sobre Cedric Pioline.
Para Ricardo Acioly, o melhor mesmo é não dar importância aos horários dos jogos e entrar com confiança para sair com 2 a 0 já no primeiro dia. "Nada melhor do que duas boas vitórias para começar", disse o treinador. "Estamos esperando jogos bem difíceis, equilibrados, mas temos condições de sair na frente."


