Rio de Janeiro - O torcedor que desprezou o primeiro sorteio dos árbitros para os jogos do Campeonato Brasileiro deste final de semana, ontem, na sede da CBF, perdeu um excelente programa de humor. No centro das atenções brilhou o presidente da Comissão de Arbitragem, Armando Marques, com suas tiradas irônicas e por vezes debochadas na tentativa de se cumprir a exigência feita pelo Estatuto do Torcedor, tanto combatido pelos dirigentes, mas essencial para a moralização do futebol do País. ''Estou com a minha escala aqui. Vou guardá-la para comparar depois'', ameaçou Marques, que sempre indicou os nomes para apitar as partida.
O sorteio começou com oito minutos de atraso e com todos os responsáveis visivelmente atrapalhados. O diretor-técnico da CBF, Virgílio Elísio, tentou se desculpar lembrando que era a primeira vez que o sorteio ocorria e que da próxima vez seria ''melhor''. Mas o sorteio começou... Para evitar que um juiz do mesmo estado de uma das equipes fosse sorteado para o jogo, a bolinha referente ao profissional era retirada da escolha.
Por exemplo, 12 juízes, sendo nove do quadro da Fifa foram escolhidos para participar do sorteio para os jogos da Série A. Marques assegurou que nenhuma coincidência envolvendo juiz e equipes aconteceria. Roda a redoma com as bolinhas, os nomes eram sorteados e ao final restou somente o nome do gaúcho Carlos Eugênio Simon. Para qual confronto? Santos x Inter, na Vila Belmiro.
De início Marques falou que mesmo sendo do mesmo estado que o Inter, Simon apitaria a partida. ''Ele vai apitar! Não foi o sorteado?'' Mas, voltou atrás ao ser lembrado de que em todos os jogos os profissionais da mesma localidade dos times haviam sido retirados. Resultado: o juiz que apitou na Copa do Mundo de 2002 ficou fora da rodada. (A.E.)

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