Bergisch Gladbach - A história parece se repetir. Gilberto Silva, que em 2002 era reserva de Emerson e acabou como titular, não chega a se achar um predestinado. Mas está convencido de que a sorte joga do seu lado. Ontem, nos jardins do Castelo Lerbach, onde a seleção esteve concentrada até o embarque para Frankfurt, o cabeça-de-área falou como se já soubesse de sua escalação contra a França, amanhã, e não fosse mais sair do time, caso o Brasil passe pelos franceses.
Gilberto Silva chegou como terceira opção de Parreira. Na frente dele, em sua posição, além de Emerson, estava Edmílson, do Barcelona, cortado ainda no período de preparação, em Weggis, na Suíça, com uma lesão no joelho. ''Desde o início, meu objetivo era jogar. Mas esperei a oportunidade. Parreira ainda não me disse nada, mas eu me sinto pronto. Trabalho pra caramba quando as oportunidades surgem. Nada acontece de graça. Não adianta a oportunidade chegar e você não estar preparado'', disse o jogador do Arsenal (mesmo time do francês Thiery Henry), novamente candidato à vaga de Emerson, que levou uma pancada no joelho, no jogo contra Gana, e é dúvida.
O jogador evitou comparações com o companheiro. Mas se mostrou feliz com as notícias que chegam do Brasil sobre a preferência da torcida por seu nome: ''Fico satisfeito, claro, mas cada um tem a sua característica e se preparou para merecer estar aqui.''
Jogar com Henry, no Arsenal, onde atuou também com o francês Vieira, hoje no Juventus, e ter como treinador outro francês, Arsene Wengler, fazem de Gilberto Silva um provável informante de Parreira e dos jogadores de defesa para a partida de amanhã, que vale vaga na semifinal. No entanto, segundo ele, nem sempre isso ajuda: ''Não tem fórmula. Às vezes, a gente dá uma dica sobre determinado jogador e, na hora do jogo, acontece tudo ao contrário.'' (Agência O Globo)

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