A Sociedade Recreativa Cascavel (Sorec) é a primeira escolinha de futebol a disputar o Campeonato Paranaense na Série A-2. O aprendizado de jogadores e diretores, na temporada do ano passado, pode dar resultados agora, inclusive porque eles estão convictos de que dificilmente será repetida a campanha da Série A-3, na qual a equipe não obteve sequer uma vitória. Domingo passado, em amistoso em Formosa do Oeste, contra o Sport Paraná, que também disputará a segunda divisão paranaense, o time foi derrotado por 2 a 0.
A Sorec, fundada em 1994 e ainda pouco conhecida do torcedor de Cascavel como equipe de futebol, tem escolinha com 200 alunos, e a pretensão de seu presidente, Carlos Alberto Diniz (ex-técnico do desativado Cascavel) é de, em três anos, montar um time profissional inteiramente com jogadores formados em ‘‘casa’’. Para o campeonato deste ano, há uma mescla, com a maior parte dos considerados titulares já com muita experiência, até mesmo internacional.
A base para o certame é Julinho; Renato, Valdeci, Davi e Moura; Bispo, Robertinho, Marquinhos e Fernando; Sílvio e Gilberto. O mais experiente e conhecido é Sílvio, de 34 anos de idade, revelado pelo Cascavel, e que jogou no Internacional (RS) e que estava atuando na China. Outro jogador que veio de fora é Robertinho (ex-Atlético-PR). Os demais já jogaram pelo Cascavel. O treinador é Marcos Holsbach, estreante em campeonato profissional.
Segundo Carlos Alberto Diniz, a estimativa é de um gasto mensal de R$ 16 mil, durante o certame, dinheiro que virá de placas de publicidade no Estádio Olímpico, empresários colaboradores e contribuições de sócios - a Sorec tem salão de festas e playground, além de um Centro de Treinamento, mas 90% de suas atividades são mesmo como escolinha de futebol.
Como time de futebol profissional, a Sorec ainda buscará ‘‘intimidade’’ com os torcedores de Cascavel.

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