Sono, dor de cabeça e tontura ainda incomodam Christian
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quinta-feira, 05 de agosto de 1999
Por Castilho de Andrade 
São Paulo, 06 (AE) - Christian Fittipaldi dorme a maior parte do dia e ainda sofre crises de dor de cabeça e tontura. Desde a tarde de quinta-feira, está em casa, recuperando-se do acidente no oval de Madison, segunda-feira, quando bateu a quase 300 km/h. "Felizmente, não me lembro de nada", disse.
Hoje de manhã, depois de dormir por 16 horas, Christian comentou o acidente. "A equipe, através da telemetria e dos testes, descobriu que a quarta marcha não entrou na hora certa"
contou. "Eu não consegui reduzir de quinta para quarta; depois
ela entrou, deu um tranco e travou as rodas traseiras, provocando a batida", explicou. "Mas eu nem me lembro onde isso aconteceu, só acordei no hospital."
O teste privado da Newman-Haas foi o primeiro com a nova versão do motor Ford Cosworth que a equipe utilizará no ano que vem. A fábrica introduziu algumas modificações, tomando por base o trabalho de Rubens Barrichello na F-1 - sua Stewart também está equipado com motor Ford.
"Eu só tinha andado 80 milhas (cerca de 128 quilômetros) quando bati, mas todo motor novo costuma apresentar problemas nas primeiras 70 ou 80 milhas e ele não mostrou nenhum defeito"
disse. Ele tem um coágulo no lado esquerdo do cérebro, que se está reduzindo progressivamente, e um pequeno ferimento no outro lado, que exige cuidado. "Se abrir esta espécie de arranhão, ele sangra e pode formar um novo coágulo ainda mais grave", explicou seu pai, e manager, Wilsinho Fittipaldi.
Christian ficará fora de quatro a seis GPs e só deverá disputar os dois últimos GPs. "Eu gostaria de fazer uma ou duas provas ainda este ano, para voltar bem no ano que vem", afirmou. "Elas me ajudariam a recuperar a confiança; depois eu partiria para os testes de inverno."
Christian é o quarto colocado no campeonato. "Infelizmente, estou fora da disputa pelo título, mas, em compensação, já estou em casa me recuperando; o acidente foi muito sério", afirmou. "Agora, vou ficar aqui e me cuidar o melhor possível", anunciou. "Sei que só conseguirei pilotar outra vez quando os médicos disserem que estou 100% ok", reconheceu. "Não teria condições de correr se fosse ficar pensando que tenho de tomar cuidado para não bater, pois isso poderia afetar o ferimento no cérebro."
Com mais um ano de contrato, ele julga que a melhor opção é permanecer na equipe. "A Newman-Haas tem evoluído bastante, o mercado não tem muitas opções nem teria um lugar melhor para correr."


