Sonhos de sucesso em cima de um ringue
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segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Quando o som metálico do gongo dispara, um calafrio desce pela coluna dos corajosos lutadores, os músculos se enrijecem aprontando para o combate e os sonhos de fama e sucesso inundam o ringue. Assim é o boxe. E foi isso que se viu neste final de semana, no Ginásio de Esportes do Colégio Estadual Vicente Rijo, em Londrina, durante a versão 2005 do Campeonato Paranaense de Boxe.
Entre sexta e sábado, cerca de 30 atletas representando quatro equipes se enfrentaram em busca do título de campeão estadual amador e de vagas para o Campeonato Brasileiro. Até o início dos combates de ontem, o escore estava em nove pontos para a equipe do Londrina Esporte Clube (LEC), seis para Foz e três para o Vila Nova Esporte Clube, também de Londrina. A única equipe ainda sem pontos era a de Curitiba.
Pela pequena torcida presente e pelo pouco espaço dispensado pela imprensa, a impressão é de que o boxe ainda briga pelo reconhecimento. Mas não é bem assim, garantiu o diretor-técnico da Federação Paranaense de Pugilismo e treinador da equipe do LEC, Miguel de Oliveira. ''O boxe está socializado e a sociedade já compreende melhor o esporte'', disse, lembrando que o Paraná figura entre as principais potências em nível nacional, ao lado de Bahia, Pará e São Paulo.
Mas ainda é a paixão que move os lutadores, principalmente nessa fase de amador. Funcionário público e amante do boxe, o treinador do Vila Nova, Claudemir Moreno foi enfático: ''não é qualquer um que sobe num ringue e quem sobe já pode se considerar um campeão'', ensinou. Para ele, o boxeador de futuro é aquele que tem determinação e coragem, mas também apaixonante. O mais novo campeão paranaense da categoria peso mosca cadete (entre 48 KG e 52 kg), Édison Souza Muniz sabe disso. Ele revelou que na hora que soa o gongo, ''a adrenalina toma conta'' e em nada mais se pensa além da luta. Com apenas 15 anos, o garoto sonha alto: ''penso em me profissionalizar e quem sabe um dia ter milhões no bolso e um carrão''. O mesmo pensamento move também o amigo de colégio Diego Kohle Paulino, que o incentivou a começar no esporte. Diego também lutaria ontem e, assim como o companheiro, quer um dia ter sucesso no esporte.


