Isadora Magalhães e Gabrielle Moraes começaram a treinar ginástica rítmica aos 6 anos de idade, no polo da Unopar Londrina. Devido à pouca idade, mal sabiam o que realmente era o esporte, mas já tinham em mente o que queriam desde a primeira vez em que pisaram no tablado: um dia defender a seleção brasileira adulta da modalidade. E hoje, exatos dez anos depois, esse dia, enfim, chegou para as duas ginastas londrinenses.
"É uma felicidade muito grande. Desde pequena quando alguém perguntava a gente sempre dizia que o sonho era ir para a seleção, disputar uma Olimpíada, e agora, depois muito treino e esforço, a gente conseguiu", comemora Gabrielle, de 16 anos. "É uma coisa que a gente imagina desde o começo e agora temos a chance de chegar lá. É um sonho realizado", complementa Isadora, 15.
A dupla garantiu presença no time nacional até 2016 na seletiva realizada semana passada, em Aracaju (SE). Isadora e Gabrielle brigaram diretamente com outras 23 ginastas do Brasil por 11 vagas na equipe que é dirigida pela também londrinense Camila Ferezin há dois anos. Elas vão fazer companhia a outras duas atletas formadas em Londrina, Débora Falda e Beatriz Pomini, que já integram a seleção de conjunto há quatro e três anos, respectivamente.
A chegada à seleção brasileira representará uma mudança drástica na vida das duas ginastas. Com apresentação marcada para hoje já na capital sergipana, elas passarão a dedicar-se quase que integralmente aos treinos. "É praticamente o dobro do que a gente treinava aqui. Lá, vamos treinar em dois períodos e estudar à noite", conta Gabrielle. Tem ainda a distância da família. "Vai ser difícil, mas temos que pensar no futuro. Temos que ser muito fortes, porque vai valer a pena", completa a jovem ginasta.
Por outro lado nem tudo será novidade na seleção. A dupla já conhece bem a técnica, Camila Ferezin, que era a treinadora delas na Unopar antes de assumir a seleção. "A gente treinou seis anos com ela, já conhece bem o jeito como ela trabalha, e isso pode ajudar também", aponta Isadora.
Técnica responsável pela preparação de Isadora e Gabrielle desde que Camila assumiu a seleção, Virgínia Nobre ressalta a qualidade técnica da dupla. "É o sucesso de um trabalho de 10 anos da equipe. Elas estão muito bem preparadas e têm tudo para estar entre as titulares", destaca. Das 11 integrantes, seis são titulares e cinco reservas. "Preparamos as meninas para que elas possam ingressar na seleção com a melhor técnica de trabalho possível, é uma metodologia que tem como objetivos não só os resultados para a instituição, mas também representar bem o País", complementa Márcia Aversani, coordenadora de GR da Unopar.
O primeiro grande desafio da seleção brasileira de conjunto rumo aos Jogos Olímpicos do Rio será o Mundial de Kiev, na Ucrânia, em setembro. O torneio qualifica as 24 melhores seleções para o Pré-Olímpico, que terá duas etapas, uma ano que vem, e outra em 2015, quando também disputará os Jogos Pan-Americanos, em Toronto, no Canadá.

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