A emoção, a alegria e, principalmente, a certeza de um futuro melhor para a Ginástica Olímpica brasileira deram o tom do desembarque de Daniele Hypólito, medalhista de prata no Mundial, na Bélgica, nos exercícios de solo, disputado neste final de semana. Ainda no Aeroporto Internacional Tom Jobim, a atleta revelou sua próxima meta: a conquista de uma medalha nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. ''Volto a treinar para tentar uma medalha em Atenas. Mais do que nunca, sei que tenho potencial para competir com as russas, romenas e americanas'', disse ela, em uma atitude impensável antes de seu feito histórico.
Apesar do entusiasmo, o futuro ainda incerto preocupa Daniele. A mais nova heroína do Brasil, com apenas 17 anos, cobrou maior apoio e respeito à Ginástica Olímpica. Segundo ela, enquanto as atletas romenas participam de 12 competições mundiais por ano, as brasileira disputam, no máximo, três. ''Somos obrigadas a fazer milagres'', lamentou.
Os frutos pela medalha de prata no Mundial da Bélgica começaram a aparecer ontem para Daniele. O Ministério dos Transportes informou que já está em contato com a família da atleta para ela estrelar uma campanha de prevenção a acidentes de trânsito.
Daniele chegou acompanhada de sua técnica, Georgette Vidor. A treinadora frisou que outras atletas brasileiras, além da medalhista de prata do Mundial, também têm potencial para brilhar no cenário internacional, desde que recebam um patrocínio.
O ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, convidou Daniele e Daiane e suas respectivas técnicas, Georgete e Adriana Alves, para serem homenageadas amanhã, em Brasília. A homenagem acontecerá no encontro nacional de Municipalização do Turismo, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade.

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