Não é só mirar e atirar. Praticar tiro com arco exige muito mais que isso. Para executar um bom tiro é necessário conciliar uma série de exigências. Verificar a posição do sol, a intensidade do vento, posicionar o corpo, concentrar, e claro, buscar a melhor mira, são as principais. Percebe-se, portanto, que não é tão simples quanto parece.
Mas é exatamente por isso que a modalidade tem atraído cada vez mais praticantes. A Associação Londrinense de Tiro com Arco (Alta) contabiliza que existam pelo menos 300 adeptos do esporte no Estado. Boa parte deles já participa de torneios. Quase 40 deles estiveram ontem na disputa da 3ª etapa do Circuito Norte-paranaense, realizado em um sítio na zona sul de Londrina. É a principal da modalidade em território estadual.
"Hoje o norte é o principal polo da modalidade no Paraná. Queremos divulgar ainda mais o esporte para que ele atraia cada vez mais participantes e cresça", conta Fernando Alexandre, de 62 anos, vice-presidente da Alta.
Respeitado por todos os colegas, o ferramenteiro é um dos grandes incentivadores do esporte. E não é só pelo cargo na Alta. "Sou o mais doido, isso sim. Isso aqui não é um esporte comum, é uma paixão. Na verdade, você está o tempo todo atirando em você e tentando melhorar, é viciante", descreve. E ele não se contenta apenas em praticar. Alexandre dedica boa parte do seu tempo à fabricação de arcos artesanais. "Já apanhei muito com isso aqui, desde 2004 estou nessa brincadeira".

Sonhando com o tiro certeiro
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CUSTOS

O tiro com arco não é um esporte caro. Para quem quer iniciar, um kit básico custa em média R$ 800. Há opções para todos os bolsos. Um equipamento mais avançado pode chegar a custar até R$ 15 mil. O nutricionista Ideraldo Borges não mediu esforços para presentear o filho Lucas Borges, de 17 anos. O garoto que simpatiza com a modalidade desde criança e brincava com arcos de bambu ganhou um "brinquedo de verdade", avaliado em R$ 3,5 mil. Pesou mais alto o sonho de ver o menino brilhar mundo afora. "Acredito muito que ele pode chegar lá. É um investimento", diz.
E o garoto até então tem correspondido. Ele é um dos líderes do Circuito Norte-paranaense, a primeira competição oficial que disputa. "É um esporte diferente, que sempre gostei e exige muito de mim. Vou fazer de tudo para seguir carreira e competir", promete. "Quando comprei falei para ele que nosso objetivo é ir às Olimpíadas de 2020", conta o pai, que garante buscar patrocínios para bancar o garoto caso ele continue bem no Estadual.
Depois de Londrina, o circuito ainda terá outras duas etapas, em Maringá e Lupionópolis. Ao final, haverá premiação para os campeões masculino e feminino.

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