São Paulo - Quando a Traffic anunciou o projeto de um segundo fundo de captação de recursos, que reuniria R$ 80 milhões para contratar jogadores, a torcida do Palmeiras se animou. Os santistas também vibraram com o acordo costurado pela diretoria com Delcir Sonda, que representa outra fonte de investimentos no futebol.
Mas a menos de dez dias do começo do Campeonato Paulista, a empolgação inicial deu lugar a uma certa inquietação: afinal, onde está o caminhão de reforços que esses parceiros ficaram de providenciar?
Muitos nomes foram sondados, mas poucos contratados. A Traffic, que chegou a ter 13 jogadores no Palmeiras no final da temporada passada, tirou os que não deram certo (como Maicosuel e Thiago Cunha) e trouxe apenas Marquinhos e Cleiton Xavier. Mas ainda luta para colocar Keirrison no Palestra e afirma negociar com outros dois jogadores.
Já Sonda apareceu com destaque ao acertar com o atacante BolaÀos, da LDU, na semana passada. Ficou por aí. Nada indica que vá abrir mais o cofre. ''Nosso ciclo de contratações acabou. Só vamos investir em jogador se for uma oportunidade muito boa, excepcional'', disse o advogado do Grupo DIS, Thiago Ferro, deixando claro que Sonda, por enquanto, não deve viabilizar novos reforços para o Santos ou qualquer outro time.
No ano passado, o empresário saiu em socorro do clube da Baixada Santista com jogadores. Mas apenas um (Molina) ainda está na Vila. QuiÀonez e Trípodi foram embora, para alegria da torcida santista.
Para não ficarem na mão, os dois clubes trataram de se reforçar sem a ajuda dos parceiros ou apelando a outras empresas. O Palmeiras já nem esconde mais sua vontade de alçar voos solos.
''A Traffic é a melhor parceira que poderíamos ter hoje, mas é importante criarmos novas formas de captação de recursos para investirmos em contratações'', disse o diretor de planejamento e candidato à presidência Luiz Gonzaga Belluzzo, que cita o meia Alex, do Fenerbahce, como o grande reforço a ser contratado com recursos próprios, na metade do ano.
Na Baixada, o presidente Marcelo Teixeira anunciou a parceria com a DIS como caminho para viabilizar um time forte para 2009. Semanas depois, com a escassez de atletas, criticou publicamente a falta de contratações.

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