Solidariedade é trunfo do Malutrom, diz Tadeu
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quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Julio Cesar Lima De Curitiba 
Logo após a vitória do Malutrom sobre o Paraná Clube, domingo, por 2 a 1 de virada, uma das pessoas mais festejadas no vestiário foi o técnico Tadeu Martins, 36 anos, considerado um dos principais responsáveis pela campanha que a equipe vem realizando, com três vitórias em três partidas e líder do campeonato juntamente com o Atlético.
Tadeu Martins assumiu a direção técnica do Malutrom neste ano. Ele substituiu Amauri Knevitz, que levou o time de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) ao título do Módulo Verde/Branco da Copa João Havelange ao vencer o Uberlândia na final por 3 a 2.
Discípulo de técnicos como Rubens Minelli, Wanderley Luxemburgo e Levir Culpi, treinadores com quem manteve contatos quando era jogador de futebol, Tadeu acredita que a humildade e a união do grupo têm sido os principais motivos do sucesso da equipe.
Converso sempre com eles e os lembro que precisamos ter os pés no chão, pois temos um caminho a percorrer até atingirmos nossos objetivos, declarou. Tadeu nasceu em Belo Horizonte (MG) e tem três filhos. O mais velho, Tadeu Júnior tem 17 anos e joga futebol no infantil do Santos (SP).
Sua carreira no Malutrom começou em 1998 convidado pelo então técnico Mauro Madureira, que dirigia a equipe profissional. Ao ser convidado pela diretoria do clube para assumir o posto de Knevitz, Tadeu manteve a mesma comissão técnica.
Conheço a filosofia do clube e das pessoas que trabalham nele, por isso foi importante manter o mesmo estilo de jogo, pois a continuidade é fundamental em qualquer trabalho, afirmou o técnico.
Segundo ele, uma das maiores dificuldades encontradas pelos treinadores é a falta de tempo para se desenvolver um trabalho. Existem cobranças rápidas pelos resultados quando seria necessário dar tranquilidade aos treinadores para implantarem seus sistemas e os jogadores assimilarem, defendeu o técnico.
Para Tadeu, a boa campanha no campeonato e a conquista de um título na temporada passada recuperaram a auto-estima e a confiança de seus atletas, mas também aumentaram as responsabilidades. Temos consciência disso, mas acreditamos em nossa solidariedade, concluiu.


