Softbol é a opção para os mais velhos
Londrina - Por conta da falta de incentivo, a prática do beisebol atualmente é condicionada ao lazer e encontro das famílias. Por isso, existe o softbol, que é praticado pelos atletas seniores e veteranos. Sua origem vem da criação de uma categoria para as mulheres e hoje facilita o aprendizado de quem se interessou pelo esporte já na idade adulta. A diferença é que ela exige menos esforço físico se comparada à prática tradicional.
''As diferenças com o beisebol são o tamanho da bola, que é maior, e o espaço entre as bases, que é mais curto. Isso exige um reflexo menor e deixa o jogo mais cadenciado'', observa o presidente da Federação Paranaense de Beisebol e Softboll, Francisco Tan.
Por questões culturais, o público deixou de prestigiar o esporte. Mário Sugeta, praticante e pertencente à família que difundiu o esporte em Londrina, diz que o beisebol já passou por uma fase mais agitada. Quando estava mais atrelada à colônia japonesa, era vista pelos mais velhos como lazer nos finais de semana quando aconteciam os torneios. Mesmo sendo cobrado, na época o estádio lotava. Hoje em dia, o público chega a ser menor que 100 pessoas em amistosos internacionais gratuitos. ''É uma pena, mas a juventude não acompanhou, tanto é que não existe categoria de adultos no Brasil'', critica.
Mas se os títulos do yakiú não estão atrelados à profissionalização, troféus ou até o tão galgado renome internacional, existe outro retorno. Sem dúvidas, esse é o objetivo de todo atleta que pensa em ser profissional e viver apenas do seu sonho. Mas, o vínculo de amizade que os adeptos conquistam com o tempo de convívio é o prêmio mais nobre. ''É importante praticar como filosofia de vida, na formação do caráter. Não é só um esporte, porque no beisebol eu conquistei muitos amigos. E isso você não compra com dinheiro nenhum, se adquir'', arremata Sugeta. (R.O.)





