Sócrates critica CBF, Pelé e a Rede Globo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de março de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
Sócrates está se sentindo cada vez mais uma voz solitária gritando pela reestruturação definitiva do futebol brasileiro. A aliança entre Pelé e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, serviu como mais um exemplo para o ex- jogador do Corinthians e da Seleção Brasileira, de que as artimanhas de dirigentes, em benefício próprio e contra as melhorias do esporte, continuarão por um longo tempo prevalecendo nos bastidores do esporte.
O ex-jogador afirmou que a união foi uma verdadeira costura política, que atendeu aos interesses de todas as partes que formam a cúpula do futebol nacional. Sócrates tem a certeza de que Ricardo Teixeira, buscando se aliar com seus antigos opositores, está tentando se fortalecer e desestabilizar os trabalhos das CPIs (Comisssões Parlamentares de Inquérito), apesar de seus discursos favoráveis a uma investigação detalhada dos meandros do futebol.
Há muita gente interessada em esvaziar os trabalhos no Congresso. Esta conduta que prevalece no futebol é um dos últimos ranços reacionários do Brasil, ressaltou. O jogador citou inclusive a Rede Globo que, para ele, completou o tripé da luta contra a CPI.
A Globo ia entrar nas investigações mas, com o acordo, também resolveu esfriá-las, destacou, ressaltando que a emissora teria interesses nos direitos de transmissão das competições organizadas pela CBF.
Para selar o pacto, segundo o ex-jogador, a busca do apoio de Pelé foi fundamental. Na opinião de Sócrates, Pelé tinha interesses econômicos com o acordo. Ele (Pelé) não foi ingênuo. Apenas não queria mais ficar de fora do bolo.


