Um dos maiores críticos da compra da vaga para disputa do Campeonato Nacional é o narrador esportivo e presidente do Conselho de Administração do Londrina Basquete Clube, Galvão Bueno. ''Sempre me posicionei pela legalidade esportiva. Faltou ética à direção da CBB que ofereceu a vaga e ao presidente Walter Montagna que aceitou. Nós, sócios-fundadores, também somos culpados porque fomos omissos ao permitir que isso (a compra da vaga) fosse feito'', afirmou.
Bueno também não poupou críticas ao prefeito Nedson Micheleti. ''O Walter (Montagna) foi envolvido por promessas de políticos durante a campanha eleitoral do ano passado. Eles (políticos) deveriam cumprir o que prometeram, pois, agora, está em jogo a história do basquete londrinense'', declarou.
O radialista J.B. Faria concorda que os problemas atuais do clube começaram ainda no ano passado com a compra da vaga. Apesar disso, o empresário não considera um erro o clube ter aceito a proposta da CBB. ''Na época toda a cidade ficou satisfeita, pois o basquete continuaria disputando o Campeonato Nacional'', frisou. Segundo ele, ''o próprio prefeito acreditava que conseguiria dobrar a verba da TIM''.
Para o diretor de marketing do LBC, Gilberto Neszlinger, a maior falha dos sócios-fundadores são 14 no total foi acreditar que conseguiriam convencer outros empresários de Londrina a investirem no time. ''Infelizmente, a cidade não tem essa mentalidade'', lamentou.
Neszlinger acrescentou que, em nenhum momento, os fundadores do LBC prometeram investir recursos do próprio bolso no clube. Mesmo assim, nos últimos anos, alguns, como ele próprio e o presidente Walter Montagna, injetaram muito dinheiro no clube. Além de sua empresa ter sido a principal patrocinadora do clube durante algumas temporadas, o diretor de marketing acredita que tenha colocado mais de R$ 100 mil nos cofres do clube.
Já o médico e conselheiro do LBC Luis Carlos Miguita reclama da falta de informações sobre o clube. No início da conversa com a reportagem, ele chegou a dizer que não tinha nada para falar sobre o basquete. ''Espero que o Walter (Montagna) marque uma reunião para nos informar sobre a realidade do clube. Estou sempre disposto a ajudar, mas para isso preciso de informações'', comentou.
Montagna nega que exista um distanciamento com os demais sócios. Ele observou que há alguns dias procurou vários deles para abrir uma conta-corrente, que seria utilizada pelo clube em 2005, mas ninguém aceitou assinar o documento para abertura da conta. Além disso, conforme ele, em fevereiro foi realizada uma reunião com a presença dos associados, mas não se chegou a um consenso sobre o que seria feito para salvar o clube. (G.A.)

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