Da Redação
Emerson Fittipaldi e Nélson Piquet nunca estiveram brigados. É o que garantem os assessores dos dois ex-pilotos e o sócio de ambos na PPE (empresa que controlava o autódromo de Jacarepaguá), Paulo Júdice. A Fittipaldi Marketing também diz desconhecer uma suposta dívida da empresa com a PPE, que estaria ameaçando a realização do GP do Brasil de Fórmula Indy, as 200 Milhas de Jacarepaguá. Piquet e Emerson estão nos Estados Unidos e devem falar sobre o assunto na próxima semana.
Paulo Júdice confirma que houve divergências dentro da PPE. Segundo ele, Piquet havia autorizado o início da construção do kartódromo em Jacarepaguá, mas Artur Peixoto, o outro sócio, mandou parar as obras – Júdice não sabe por que motivo. O descumprimento da cláusula do contrato que previa a construção do kartódromo foi o principal motivo que levou a Prefeitura a cancelar a concessão do autódromo à PPE.
Outro problema, entre a PPE e a Fittipaldi Marketing, diz respeito às 200 Milhas. Júdice conta que o autódromo era cedido à Cart, empresa organizadora do campeonato, por três meses, para a preparação do GP. Durante esse período, a PPE não recebia aluguel e ainda arcava com as despesas fixas, como luz, telefone e segurança.
‘‘Eu sempre fui contra a PPE pagar essas despesas. Estou cobrando de Emerson o reembolso. São cerca de R$ 80 mil por cada um dos três anos que a Indy veio para cá, o que dá um total de R$ 240 mil. Mas nem eu nem a NPJ (empresa de Júdice e Nélson Piquet) vamos mover qualquer ação na Justiça’’, explicou Júdice.
O sócio de Emerson, Piquet e Artur Peixoto acredita que a PPE ainda tem chances de voltar a administrar o autódromo. ‘‘O que a Prefeitura quer é ver as obrigações cumpridas. Se nós mostrarmos que temos o dinheiro, dermos garantia de que podemos cumpri-las, a concessão pode retornar para nós’’, disse o empresário.